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Cabo Verde aposta na água e saneamento

09 de Fevereiro, 2012

Governo anunciou a construção de barragens e a melhoria da qualidade da água

Fotografia: DR

O primeiro-ministro cabo-verdiano garantiu que dois terços dos 66,2 milhões de dólares americanos (cerca de 50 milhões de euros) da segunda tranche do Millenium Challenge Account (MCA), financiado pelos EUA, vão ser investidos no sector da Água e Saneamento. 
José Maria Neves indicou que cerca de 40 milhões de dólares (30,7 milhões de euros) do segundo acordo MCA, a assinar na sexta-feira na Cidade da Praia, terá como destino investimentos para a aumentar a captação de água e análise da qualidade da água consumida no país e melhorar a sua gestão. 
“Praticamente dois terços dos recursos do segundo compacto do MCA vão para os recursos hídricos. Isso terá um enorme impacto não só nas reformas institucionais mas também na melhoria da nossa capacidade de mobilizar e gerir a água”, disse. José Maria Neves, que visitou o Instituto Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos (INGRH), confirmou a extinção deste organismo para criar a Agência Nacional da Água e Saneamento (ANAS). 
“Vamos integrar numa mesma instituição a definição de políticas públicas para o sector da água, a subterrânea e a dessalinizada e águas residuais a serem tratadas em estações específicas”, explicou o primeiro-ministro.  
“A reforma institucional, a construção das barragens, a melhoria da análise, para se ter uma visão mais clara da qualidade da água que consumimos, e a racionalização da sua utilização, são medidas que vão trazer grandes ganhos para o sector em questão”, referiu.  O primeiro-ministro José Maria Neves referiu outros projectos em curso, visando mudar o panorama do sector, como a construção de seis barragens, um projecto já em estudo, financiado pelo Japão, para a dessalinização de água, que deverá abastecer toda a ilha de Santiago, e investimentos em laboratórios para melhorar a qualidade da água. “Já temos em execução o Plano de Gestão Estratégica dos Recursos Hídricos (PAGIR), de nível nacional. Estamos a elaborar a Carta Nacional da Água (CNA) e temos o projecto que vai analisar a disponibilidade da água subterrânea superficial em todo o território nacional”, explicou. 

Ensino superior



O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, defendeu ainda a introdução de provas de acesso ao ensino superior, como forma de elevar a qualidade dos alunos e estabelecer um perfil de competências dos candidatos a ingressar nos cursos. José Maria Neves, que discursava na abertura do Fórum Nacional sobre Ensino Superior, promovido pela Direcção-Geral de Ensino Superior e Ciência, esclareceu que a qualidade é essencial para que os licenciados cabo-verdianos possam competir em pé de igualdade com os de outros países da região.   
“Não se chega à qualidade com facilitismos, mas com exigência, rigor e elevação do padrão. Estamos a trabalhar, através do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação, para que os nossos quadros possam competir em pé de igualdade com os de outros países”, disse o primeiro-ministro. 
Segundo o chefe do governo, a excelência deve ser o ponto de referência, já que Cabo Verde, como país de rendimento médio, integra uma competição crescente do mundo globalizado, das tecnologias de comunicação e informação e das reformas económicas. Neste sentido, é  necessário a preparação e capacitação dos professores, para que o país possa ter bons docentes.