EUA consideram programa nuclear maior ameaça à segurança mundial
Assessor de Obama (à direita) participou na conferência sobre segurança
Fotografia: AFP
O programa nuclear iraniano e as incertezas que provoca representam actualmente o maior motivo de preocupação para a segurança colectiva, declarou no fim-de-semana o assessor nacional para a Segurança dos Estados Unidos, James Jones.
“Em consequência desta questão, estão na balança uma corrida pelos armamentos nucleares no Médio Oriente e uma acentuada proliferação. Actualmente não vejo nenhuma preocupação mais importante para a nossa segurança colectiva”, afirmou o general na reserva.
“Teerão deve assumir as suas responsabilidades ou expor-se a sanções mais fortes e, talvez, a um isolamento ainda maior”, acrescentou na 46ª Conferência Anual sobre Segurança em Munique.
Na sexta-feira, para o mesmo público integrado por diplomatas e analistas, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Manuchehr Mottaki, considerou que um acordo final sobre a troca de urânio com o Irão para o reactor de pesquisas de Teerão estava próximo.
Sem citar o discurso de Mottaki, Jones afirmou que “a porta da diplomacia continua aberta, apesar das evidentes reticências do Irão, que são incompreensíveis”. Mas também advertiu que as pressões sobre o Irão vão aumentar.
“A incrível desconfiança de Teerão leva-nos a trabalhar juntos como aliados e sócios na elaboração de uma segunda série de sanções contra o regime iraniano”, sublinhou. A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, afirmou que o Irão deve responder formalmente à proposta da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) de enviar urânio ao exterior para o enriquecimento e criar o clima de confiança necessário.
“O Irão deve responder ao director-geral da AIEA. Há uma proposta sobre a mesa, uma tentativa de criar confiança com o Irão, sobre uma cooperação prática no sector nuclear”, acrescentou.
Inauguradas no Irão fábricas de mísseis
O ministro iraniano da Defesa, Ahmad Vahidi, inaugurou sábado duas fábricas de mísseis, três dias depois do lançamento de um foguete espacial de fabricação local.
A primeira fábrica produz um míssil terra-ar baptizado de Qaem (ascensão), com capacidade de atacar helicópteros inimigos. A segunda fabrica um míssil anti-tanque chamado Toufan (tempestade).
O anúncio foi feito em plena celebração iraniana da “Década da Alvorada”, que termina no dia 11 deste mês, com o 31º aniversário da vitória da Revolução Islâmica, de 1979.
O Irão enviou quarta-feira última, pela primeira vez, animais vivos ao espaço por ocasião do aniversário, reafirmando as suas ambições tecnológicas e espaciais.
O país testou o foguete espacial Kavoshgar-3, de fabricação local, que transportou uma cápsula experimental com animais vivos.
A cápsula experimental, que voltou à Terra pouco depois do lançamento do Kavoshgar, continha tartarugas, minhocas e um rato.
Washington mobilizou um sistema de defesa anti-mísseis no Golfo para fazer frente ao que considera um perigoso programa nuclear iraniano, assim como a crescente capacidade de Teerão na área dos mísseis, informou recentemente o jornal New York Times.
DOSSIER - PROJECTOS DA CONSTITUIÇÃO
-
[PDF-428 kb]
PROJECTO FINAL DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE ANGOLA
-
[PDF-416 kb]
PROJECTO A
(SISTEMA PRESIDENCIALISTA)
-
[PDF-170 kb]
PROJECTO B
(SISTEMA SEMIPRESIDENCIALISTA)
-
[PDF-255 kb]
PROJECTO C
(SISTEMA PRESIDENCIALISTA-PARLAMENTAR)
O tempo
28ºC
Máx:30ºC Min:26ºC
Máx:32ºC Min:25ºC
Você e o Jornal de Angola
Cartas do leitor
Participe, escreva ao Jornal de Angola.


Início



