Mundo

Medidas sociais do governo geram protestos na Colômbia

08 de Fevereiro, 2010

sector da Saúde é um dos afectados

Fotografia: AFP

Milhares de colombianos saíram, sábado, às ruas de várias cidades da Colômbia e do exterior contra medidas decretadas pelo governo do presidente Álvaro Uribe para tentar evitar o colapso do sistema de saúde, informaram os organizadores do protesto.
Na marcha participaram médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, além de donas de casa, estudantes, sindicalistas, informou em Bogotá a líder estudantil Ginna Rojas, integrante de um colectivo que convocou o protesto pela Internet.
Os manifestantes rejeitam as medidas decretadas por Uribe para tentar salvar o sistema de saúde no país, ameaçado pela crise económica.
Esses decretos com força de lei, ainda a serem examinados pelo Tribunal Constitucional (TC), restringem a autonomia dos médicos para elaborar as receitas, ordenam que os usuários com mais recursos assumam tratamentos de alto custo e estabelecem mais impostos sobre o consumo de cerveja, bebidas em geral e tabaco. Embora o governo assegure que a autonomia dos médicos não está em risco e que a medida visa garantir a cobertura da saúde de pelo menos 41 milhões de pessoas, os manifestantes assinalaram que os decretos “ferem os direitos essenciais e reforçam a privatização de um serviço básico”.
Uribe, que está no último dos quatro anos do seu segundo mandato e aguarda uma sentença do Tribunal Constitucional sobre a possibilidade de nova eleição, advertiu no sábado na cidade de Fusagasugá (centro) que o governo vai punir as entidades que não prestarem um bom serviço, no contexto actual.