Greve geral pára Grécia
Os protestos foram marcados por violentos confrontos entre grevistas e agentes da ordem em frente à sede do Parlamento em Atenas
Fotografia: AFP
A Grécia parou ontem devido à greve geral convocada pelas principais centrais sindicais gregas para protestar contra um novo pacote de medidas de austeridade.
Esta greve geral, a primeira deste ano, foi convocada pelas duas grandes centrais sindicais dos sectores público e privado.
Com a palavra de ordem “Basta, já não se pode mais”, os filiados na GSEE, central privada, (700 mil membros) e na ADEDY, central pública, (350 mil membros) reuniram-se em Syntagma, a praça central de Atenas, palco de manifestações de grandes proporções desde o início da crise, há dois anos.
As escolas e os ministérios aderiram em massa, bem como os hospitais. Em Atenas, o metro e os autocarros começaram a funcionar tarde. Os barcos ficaram nos portos e os caminhos-de-ferro, incluindo os comboios urbanos, não circularam durante todo o dia de ontem. Não aderiram à greve os trabalhadores dos transportes aéreos.
Os sindicatos protestam contra o projecto que prevê a redução do salário mínimo e o corte das reformas complementares, pedido ao país em troca de um novo empréstimo internacional de 130 mil milhões de euros, decidido em Bruxelas em Outubro último. O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, reuniu com a delegação da Troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) para tentar renegociar as medidas de austeridade, que provocam a ira dos chefes dos partidos da coligação governamental e dos sindicatos. A polícia grega disparou granadas de gás lacrimogéneo contra os manifestantes que tentavam romper um cordão de segurança na Praça Syntagma, frente ao Parlamento. No local os manifestantes queimaram uma bandeira alemã e uma bandeira nazi frente ao Parlamento em Atenas. De acordo com a agência francesa AFP, 200 manifestantes empunhava uma enorme bandeira da Grécia, na qual escreveram em grego clássico “Vitória ou Morte”. O grupo foi dispersado por agentes da polícia na altura em que tentava entrar no Parlamento. No momento em que se aproximavam do edifício chamaram “ladrões” aos deputados que se encontravam no interior do Parlamento e um dos manifestantes queimou no local uma bandeira da Alemanha, enquanto outros manifestantes pegaram fogo a uma bandeira nazi.

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