Mundo

Ban Ki-moon é apedrejado

03 de Fevereiro, 2012

A caravana do secretário-geral das Nações Unidas foi impedida por populares de entrar em Khan Yunis região sul da Faixa de Gaza

Fotografia: Afp

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, foi agredido com sapatos e pedras lançados contra a sua comitiva, na Faixa de Gaza. Dezenas de manifestantes, que se reuniram na entrada do território palestino, atacaram a comitiva em protesto contra a decisão do secretário-geral da ONU de não se reunir com os parentes de palestinos detidos em Israel.
“A atitude de Ban não é moral nem humana”, declarou à AFP Abdallah Qandil, porta-voz das famílias dos prisioneiros. Alguns deles exibiam cartazes com a frase, em inglês, “Ban Ki-moon, chega de tomar partido por Israel”.
A caravana do secretário-geral das Nações Unidas foi travada, mas conseguiu seguir viagem para Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza, onde Ban Ki-moon visitou uma escola e um projecto de casas financiado pelo Japão.
Ban Ki-moon não se encontrou com dirigentes do Hamas. O secretário-geral da ONU encerra uma visita de três dias à Jordânia, Israel e Palestina durante a qual estimulou as duas partes a retomar as conversações “exploratórias” iniciadas com a mediação da Jordânia e do Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, União Europeia, ONU).

Embaixada da Palestina



A  Alemanha mudou o estatuto da representação diplomática palestina em Berlim, de “delegação geral” passa a ser “missão diplomática”, com um embaixador na liderança, anunciou o Ministério das Relações Exteriores alemão.
“O governo federal decidiu que o estatuto da delegação geral da Palestina em Berlim vai tornar-se uma missão diplomática liderada por um embaixador”, afirma o comunicado. O anúncio oficial foi feito em Ramalah, Cisjordânia, pelo ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, que realiza no entanto uma viagem pelo  Médio Oriente. O novo estatuto entrou em vigor no mesmo dia.
Em Ramalah, o ministro palestino das Relações Exteriores, Riyad al Malki, comemorou a evolução diplomática “positiva”, que foi notificada oficialmente ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, que recebeu Westerwelle.
A Alemanha é tradicionalmente considerada aliada de Israel na União Europeia. Mas a chanceler Angela Merkel expressou publicamente o seu descontentamento com a política de ocupação israelita, que está a dificultar as negociações com os palestinos.
Diversos países europeus - França, Espanha, Portugal, Noruega, Irlanda, Grécia, Chipre, Dinamarca e Grã-Bretanha - já elevaram o nível para “missão diplomática” das delegações palestinas nos seus territórios, um reconhecimento que Israel criticou abertamente.