Mundo

Suspensa a campanha eleitoral

14 de Setembro, 2010

Militares saíram às ruas para conter a violência entre os apoiantes dos candidatos

Fotografia: AFP

As autoridades da Guiné-Conakry suspenderam, anteontem, provisoriamente, a campanha para a segunda volta das eleições presidenciais de domingo, devido aos confrontos entre militantes dos dois candidatos, que provocaram, em Conacry, um morto e 50 feridos.
O anúncio da suspensão foi feito, à noite, pelo Primeiro-Ministro, Jean Marie Doré, no final de uma reunião extraordinária do Governo.
O Governo vai reunir-se nos próximos dias com os candidatos Mamadou Cellou Dalein Diallo, da União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG), e Alpha Condé, da Coligação do Povo da Guiné (UFDG), cujos militantes confrontaram-se violentamente, no sábado e no domingo, nas ruas da capital.
Governo decidiu processar qualquer pessoa surpreendida em flagrante delito ou organizar manifestações públicas sem autorização.
Os responsáveis da aliança "Arco-Íris", que apoia Alpha Condé, pediram o adiamento do escrutínio de 19 de Setembro se as violências e outros actos de vandalismo prosseguirem nas ruas.
A tensão subiu repentinamente em Conakry desde quinta-feira, algumas horas após um tribunal ter condenado a um ano de prisão efectiva o presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), Ben Sékou Sylla, e o responsável de Planificação da instituição, El Hadj Boubacar Diallo.
Boubacar Diallo tinha sido acusado pela RPG de ter subtraído, na primeira volta, as actas dos votos dos seus eleitores da Alta Guiné, estimados em cerca de 600 mil num total de 1,7 milhões de votantes.


Os dois candidatos assinaram, no dia 3, em Ouagadoudou, no Burkina Faso, um "protocolo de boa conduta" antes, durante após o escrutínio.
O acordo foi conseguido pelo Presidente burkinabe, Blaise Compaoré, medianeiro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).