Projecto "Água para Todos" chega a comuna do Luinga
A populaçaõ da localidade encurta a distância para conseguir a água que ervem servem igualmente para o abeberamento do gado bovino
Fotografia: Jornal de Angola
Um sistema de captação e tratamento de água potável, com a capacidade de 80 mil metros cúbicos por segundo, vai garantir, a partir de Setembro próximo, o fornecimento de água potável aos mais de 15 mil habitantes da comuna do Luinga, município de Ambaca, província do Kwanza-Norte.
Enquadrado no programa nacional denominado “Água para Todos”, a nova fonte está localizada a 500 metros da vila e vai funcionar sob sistema de bombagem, que vai canalizar o líquido para os chafarizes, a partir dos quais as populações vão consumir o produto.
O projecto iniciou em Dezembro passado, a cargo da empresa Hidrofal, e garantiu emprego a 18 jovens locais.
Actualmente os trabalhos estão na sua fase final, restando apenas a construção da estrutura onde funcionará todo o sistema de composição química para o tratamento da água e a residência para os operadores.
Moisés João, natural do Luinga, que ganhou o seu primeiro emprego como ajudante de obra, disse estar feliz pelo facto de trabalhar no projecto que vai garantir água de qualidade aos seus familiares e conterrâneos.
Esta situação entusiasma, igualmente, Simão Dala, de 61 anos de idade, pelo facto da comunidade em que vive contar com uma infra-estrutura tão importante para a vida dos residentes.
Vias estão em reparação
Os trabalhos de terraplanagem para a asfaltagem da via que liga a comuna do Luinga às províncias de Malanje e Uíje, numa extensão total de 37 quilómetros, em curso desde Abril de 2008, decorrem a ritmo acelerado, apesar de um ligeiro atraso devido às fortes chuvas que se verificaram na região durante o ano passado.
A estrada terá uma largura de nove metros e uma faixa para cada sentido. Até ao momento já foram terraplanados 31 quilómetros dos 37 previstos. O passo a seguir será a implementação da camada de desgaste. A conclusão da empreitada estava prevista para Dezembro próximo, mas devido a situações naturais, próprias da região, foi prorrogada para Agosto de 2010.
A empreitada gerou emprego para 190 trabalhadores, 50 dos quais expatriados, e custou aos cofres do Estado 27 milhões de dólares. De acordo com constatações feitas, os inertes para a sua construção estão ser extraídos nos arredores do troço (o burgau) e no bairro Kahima (a brita) onde se encontram já disponíveis cinco mil metros cúbicos, produzidos por uma máquina com capacidade para triturar 120 metros cúbicos de pedras por hora.
A comuna tem quatro postos de saúde, situados nas povoações da sede, Kahima, Tamaba e Kilonga, assegurados por sete técnicos, dos quais um médio e seis de nível básico. As patologias mais frequentes são a malária, diarreias parasitoses, infecção urinária e algumas doenças respiratórias.
A demanda populacional (15 mil habitantes) obriga a implementação de pelo menos mais quatro unidades sanitárias nas aldeias Kixina-Kia-Tuko, Kinzuia, Luamba e em Dala-Kingungo.
A educação está representada por uma coordenação escolar com 21 escolas em 55 aldeias. O total de alunos matriculados é de 2.384 alunos. Existe, igualmente, necessidade de mais 20 escolas e 40 professores. Na sede comunal está em curso a reabilitação e ampliação de mais uma de carácter primário que antes possuía uma sala, passando agora para quatro.
A energia eléctrica é garantida por fontes alternativas individuais (geradores). A situação tende a melhorar, com a construção de uma sub-estação eléctrica na localidade de Pambo de Sonhi, para o fornecimento de energia aos municípios de Samba-Cajú, Ambaca e a província do Uíje”.
Agricultura
A localidade, que antes da independência foi um dos maiores celeiros da cultura do arroz do Norte de Angola, prevê, nos próximos tempos, a reabilitação do antigo arrozal, bem como a reactivação intensiva do cultivo do milho. As infra-estruturas agrícolas existentes, como a fábrica de descasque de arroz, sistema de captação de água e valas de drenagem dos perímetros irrigados, carecem de trabalhos de reabilitação profundos.
A produção da batata, que já teve a sua época áurea em tempos passados, neste momento está a ser efectuada por um grupo limitado de famílias camponesas que a cultiva apenas para a auto-sustentação. O sector agrícola, segunda maior actividade da região, possui 49 fazendas, das quais 14 em funcionamento.
A comuna tem 2.419 famílias camponesas, organizadas em 13 associações e duas cooperativas, constituídas por 902 camponeses, que cultivam maioritariamente a mandioca, o amendoim, feijão, batata-doce, milho, tomate, cebola e inhame.

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Mais informações: http://www.comissaoconstitucional.ao/
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