Todas as crianças integradas no sistema de ensino
O município de Ambaca, província do Kwanza-Norte, está a progredir no caminho que vai levar ao desenvolvimento. Os projectos sociais e económicos em curso estão a transformar Ambaca numa das principais regiões do Norte. As crianças estão todas no sistema público de ensino.
Camabatela, sede municipal regista um crescimento económico e social há muito almejado. Para este ano, está prevista a conclusão e apetrechamento de um instituto médio, a construção da casa da juventude e residências para os quadros técnicos.
Entre os projectos, constam ainda a recuperação dos espaços verdes, passeios e lancis da cidade de Camabatela, para além da revitalização dos serviços de saúde, manutenção e reforço da capacidade de abastecimento de energia eléctrica e formação dos quadros dos serviços públicos.
A iluminação pública de Camabatela, que estava inoperante desde 1992, é já uma realidade. “È um orgulho ver as principais infra-estruturas sociais e económicas do meu município recuperadas, para além de outras já construídas de raiz”, disse o munícipe José Tango.
João Kassule, da Associação dos Naturais de Ambaca, recordou, com alguma nostalgia, os tempos em que o município era forte na criação de gado bovino.
Defende que é necessário recuperar rapidamente as fazendas abandonadas para acelerar a criação de gado.
O programa do governo do Kwanza-Norte para 2009, aponta para uma aposta ma agricultura e pecuária com vista a combater a fome e, por isso, as potencialidades agro-pecuárias do município de Ambaca vão ajudar nesse objectivo. Está prevista a reconstrução do matadouro municipal, outrora considerado um dos melhores de África.
Existem em Ambaca 45 fazendas agro-pecuárias, 21 das quais em pleno funcionamento, com um efectivo bovino de 6.567 cabeças, de acordo com dados fornecidos pela administração local. O dinamismo neste sector permitiu, durante as festividades dos 75 anos da cidade de Camabatela, realizar uma feira agro-pecuária que permitiu a venda ao público de 150 cabeças de gado bovino.
O município tem 52 fazendas de café, das quais duas desenvolvem as suas actividades regularmente. O município tem 1.446 cafeicultores registados. Os fazendeiros produziram esta colheita 26.820 toneladas de café mabuba. Existem 18 associações de camponeses e três cooperativas agrícolas que se dedicam ao cultivo de mandioca, feijão, milho e outros produtos essenciais para a sobrevivência das suas famílias.
Para este ano, está previsto o cultivo de 400 hectares de terras, dos quais 360 foram já lavrados.
O município conta com oito técnicos especializados ligados à Estação Municipal de Desenvolvimento Agrário, Gabinete Regional de Desenvolvimento Agrário de Camabatela, Brigada Técnica do Café e Mecanagro.
Crianças nas escolas
O sector da Educação conta com 79 escolas, sendo 11 em Camabatela, 12 na comuna do Bindo, 13 no Tango e 19 no Luinga. Com 11.560 alunos matriculados e 329 professores, o município não tem crianças fora do sistema normal de ensino.
A assistência médica pode ser melhorada, logo terminem as obras do Hospital Municipal Regional em construção na cidade de Camabatela.
Existem ainda no município 12 postos de saúde em pleno funcionamento em 32 sectores, correspondendo a 155 aldeias. O sistema de saúde tem quatro médicos, 29 enfermeiros, 47 auxiliares administrativos. Atendem um universo de 85 mil habitantes.
Impulso ao comércio
O comércio necessita de um impulso. O município tem 24 lojas em funcionamento, cinco farmácias, dois hotéis e duas pensões. As quedas dos rios Kanhongo e Mambulo e o polígono florestal do Luinga, são atracções turísticas que encantam os visitantes, mas precisam de ser melhor aproveitadas.
Existe em Camabatela uma delegação da Rádio Nacional de Angola que funciona 12 horas por dia. O município tem uma antena repetidora do sinal da Televisão Publica de Angola que garante as imagens televisivas, para além dos serviços de telefonia móvel da Unitel. Camabatela conta ainda com agências bancárias do BPC e BIC.
O povo do “Mufongo” é maioritariamente católico. A catedral da cidade foi mandada construir nos anos 50 pelos padres capuchinhos e é uma das mais imponentes do continente africano. Foi construída por frei Samuel de Chiupano, um capuchinho italiano, e inaugurada pelo arcebispo D. Moisés Alves de Pinho, em 23 de Janeiro de 1954.
Ambaca, palavra de origem kimbundu, que em português significa forte ou fortaleza, foi fundada em 1611 pelos portugueses e recebeu a categoria de vila a 14 de Julho de 1934, como consta na Portaria número 1421 da mesma data.
DOSSIER - PROJECTOS DA CONSTITUIÇÃO
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[PDF-428 kb]
PROJECTO FINAL DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE ANGOLA
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[PDF-416 kb]
PROJECTO A
(SISTEMA PRESIDENCIALISTA)
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[PDF-170 kb]
PROJECTO B
(SISTEMA SEMIPRESIDENCIALISTA)
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[PDF-255 kb]
PROJECTO C
(SISTEMA PRESIDENCIALISTA-PARLAMENTAR)
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