Economia

Défice das contas públicas registou drástica redução

11 de Fevereiro, 2012

Cidade da Praia capital de Cabo Verde

Fotografia: Afp

O défice da balança corrente de Cabo Verde registou uma redução de cerca de 59 por cento em termos homólogos no quarto trimestre de 2011, fixando-se em 1.509 milhões de escudos (um dólar equivale a 80 escudos), foi ontem noticiado na cidade da Praia pelo banco central daquele país.
Em consequência disso, as necessidades de financiamento da economia diminuíram no período, contribuindo para a acumulação das reservas internacionais líquidas do país em 3.252,9 milhões de escudos cabo-verdianos entre o terceiro e o quarto trimestre, reservas que passaram a garantir 3,2 meses de importações em Dezembro do ano passado.
De acordo com um comunicado do banco central, o comportamento da balança corrente foi determinado pela redução do défice da balança comercial de bens e serviços em 22 por cento em termos homólogos, não obstante o aumento do défice comercial em 12 por cento.
As exportações de Cabo Verde atingiram um valor de 1.225 mil contos no terceiro trimestre do ano e as importações ascenderam a 18.616 mil contos, a que corresponderam aumentos homólogos de 96,9 e 15,3 por cento, respectivamente, informou na Praia o Instituto Nacional de Estatística.
O instituto cabo-verdiano informou ainda que o défice da balança comercial evoluiu no mesmo sentido, tendo aumentado 12,1 por cento, embora a taxa de cobertura das exportações pelas importações tenha registado uma melhoria de 2,7 pontos percentuais.O valor das exportações dos produtos de Cabo Verde no terceiro trimestre de 2010 foi de 622 mil contos (7,8 milhões de dólares) e o das importações ascendeu a 16.139 mil contos (202,6 milhões de dólares).
No terceiro trimestre de 2011, a Europa continuou a ser o principal cliente de Cabo Verde, absorvendo cerca de 95,6 por cento do total das exportações.
A Espanha foi o principal comprador de produtos cabo-verdianos, tendo absorvido 66,6 por cento do total das exportações cabo-verdianas, a que se seguiu Portugal com 14,7 e a França com 14,1 por cento.


No que respeita às importações, o continente europeu continuou a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 81,3 por cento do total.