Desporto

Governo condena acto terrorista contra uma caravana desportiva

Cristina da Silva | - 09 de Janeiro, 2010

O Governo angolano condenou ontem a acção terrorista realizada pelo grupo FLEC, de que foi alvo a caravana da Selecção Nacional do Togo, no troço rodoviário Bicongolo e Chiculu, na província de Cabinda, próximo da linha de fronteira com a República do Congo. Da acção resultou o ferimento de nove pessoas, oito cidadãos togoleses e um angolano.
No comunicado lido pelo ministro da Comunicação Social, Manuel Rabelais, o Governo angolano “condena veemente a acção ignóbil, lamenta a existência de vítimas e reitera o seu total engajamento na garantia de segurança para que a realização do CAN Orange’2010 se afirme como um grande evento desportivo e uma manifestação de amizade e solidareidade entre os povos africanos”.
O ministro da Comunicação Social citou uma informação da  II Região Militar e disse que o grupo da FLEC que realizou a acção terrorista era proveniente da República do Congo para onde regressou após a consumação do acto.  “Segundo informação da 2ª Região Militar das Forças Armadas Angolanas, o Grupo da FLEC que realizou a acção terrorista era proveniente da República do Congo para onde retornou após a consumação da referida acção”, refere o comunicado lido por Manuel Rabelais.
O ataque à caravana da Selecção Nacional do Togo não vai afectar a organização e a segurança do CAN Angola’2010, declarou o ministro da Juventude e Desporto, Gonçalves Muamdumba que garantiu o reforço dos mecanismos de segurança das pessoas e dos seus bens durante o evento. Gonçalves Muamdumba disse que o ataque não afecta o calendário nem o programa do CAN Angola’2010, que começa amanhã na capital angolana.
“Foi um incidente lamentável, vão ser apurar as responsabilidades, mas reafirmamos que tudo continua. Continuamos a trabalhar, estamos serenos dentro do programa estabelecido de realizar a nossa actividade para que no domingo, no tempo previsto, comece o CAN”. O ataque coincidiu com a visita, ontem, a Cabinda, dos vice-ministros para o Desporto e da Saúde, que acompanham a chegada das delegações desportivas ao torneio africano, que prontamente contactaram o governo da província, os representantes do COCAN e a delegação togolesa.

Viatura com jornalistas foi atingida por disparos

O grupo de elementos da FLEC que metralhou ontem a comitiva da selecção do Togo que viajava para a cidade de Cabinda, atingiu também viaturas em que seguiam jornalistas, entre eles colegas do Jornal de Angola. O ataque durou 15 minutos e provocou 12 feridos, entre os quais três angolanos e nove elementos da caravana togolesa.
 Além dos disparos contra os autocarros da caravana, foi atingida uma viatura que transportava jornalistas das Edições Novembro, que publica os dois únicos diários do país, o Jornal de Angola e o  Jornal dos Desportos.  As forças da Polícia de Intervenção Rápida controlaram a situação, o que permitiu a evacuação dos feridos e dos outros integrantes da comitiva, em que estava o vice-governador provincial, Macário Lembe, o director executivo adjunto do comité provincial do COCAN, Alberto Macaia, voluntários, jornalistas e membros do governo da província de Cabinda. Os 12 feridos foram transportados para o Hospital 28 de Agosto onde estão a receber assistência médica.  O governador provincial de Cabinda, Mawete João Baptista, deslocou-se ao Hospital 28 de Agosto para prestar solidariedade aos feridos.


                                                                                                                                                                                     Joaquim Suami|Cabinda