Sociedade

Médicos que passam receitas ilegíveis colocam em risco a vida dos pacientes

11 de Junho, 2011

Os médicos devem ser mais cautelosos ao passarem as suas prescrições médicas, de forma a orientar melhor os pacientes e os farmacêuticos, afirmou ontem, em Luanda, a médica do Centro Médico Emanuel, Adelaide Cunha.
A médica de clínica geral disse à Angop que são inúmeras as receitas ilegíveis, borradas, com apenas uma letra compreensível, o que dificulta o uso correcto e os cuidados relativamente à substituição dos medicamentos prescritos.
“O receituário é feito para o paciente, que é a pessoa que toma o remédio. Se nós, médicos, quando nos deparamos com receitas de outros clínicos, sentimos dificuldades, quanto mais o doente”, explicou.
Segundo a especialista, receitas ilegíveis podem fazer com que o farmacêutico faça a entrega de um outro medicamento, e o paciente, sem conhecimento, venha a tomá-lo de seguida.
A responsável aconselha as pessoas que não entendem a caligrafia, a pedirem, de imediato, mais esclarecimentos ao médico, no momento da consulta.
A clínica exortou os colegas a escreverem melhor ou, se possível, a desenharem as letras e pedirem também ao paciente para ler, para ver se entendeu a receita médica.