Sociedade

Diagnóstico da osteoporose é reavaliado pelos cientistas

25 de Janeiro, 2012

A osteoporose progride de forma tão lenta que quem faz, aos 65 anos, o primeiro teste e tem resultado normal pode esperar mais 15 para a próxima densitometria óssea, concluiu um novo estudo publicado na revista "New England Journal of Medicine".
A pesquisa faz parte de uma iniciativa mais ampla que está a reavaliar a forma de diagnosticar e tratar a doença, que pode causar fracturas de quadris e de vértebras.
A classe de medicamentos conhecida como bisfosfonatos consegue prevenir fracturas em quem tem osteoporose, mas os médicos aconselham as mulheres, mais afectadas após a menopausa, a não as tomarem de forma prolongada.
Agora, com o novo estudo, os pesquisadores perguntam-se se faz sentido, após o primeiro exame, pedir outros a uma maioria “longe da zona de perigo”.

Pesquisa científica

“A densitometria óssea tem sido exagerada”, afirma Steven Cummings, um dos autores do estudo e professor de epidemiologia na Universidade da Califórnia (EUA).
A pesquisa científica acompanhou, durante mais de uma década, cinco mil mulheres, com mais de 67 anos, que mal foram recrutadas fizeram um exame de densitometria. Nenhuma tinha osteoporose.
Menos de 1 por cento das mulheres com densidade óssea normal no primeiro teste desenvolveram a doença nos 15 anos seguintes e entre as que tinham um pouco mais baixa no teste, 5 por cento passaram a ter osteoporose depois daquele período.
No grupo com o pior resultado, 10 por cento contraíram a doença um ano depois.
Joan McGowan, do Instituto Nacional de Artrite dos Estados Unidos, disse que o estudo prova que se a pessoa com densidade óssea normal aos 60 ou 70 anos, não tem, em, princípio, osteoporose nos cinco seguintes.
Nestas circunstâncias, segundo o especialista, o que pode provocar o aparecimento da doença pode ser o uso de alguns medicamentos, como a cortisona, ou ter doenças que afectem os ossos.
A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela falta de cálcio nos ossos, o que pode levar à fractura dos ossos.  As mulheres têm maior propensão, em relação aos homens,  para terem, ao longo da vida, osteoporose.