A Palavra do Director
José Ribeiro |

Angola em marcha acelerada

08 de Agosto, 2010
Os peritos do Fundo Monetário Internacional (FMI) estiveram até ontem em Luanda e trabalharam aturadamente com a equipa económica do Executivo. Consultaram todos os documentos que entenderam, foram-lhes disponibilizados os elementos indispensáveis a uma análise objectiva da situação macroeconómica do país e no final desiludiram todos os que esperavam um “chumbo” ao desempenho da nossa economia. Os críticos apressados até já tinham mandado para Lisboa um perito na calúnia e na difamação para, através dos órgãos de informação portugueses, fazerem o nosso enterro. Como diria Mark Twain, a notícia da nossa morte foi manifestamente exagerada.
Afinal a economia angolana está forte, graças ao melhor desempenho da indústria petrolífera mas também muito por conta da diversificação económica que continua em marcha acelerada e os indispensáveis investimentos do Estado no sector económico e sobretudo em projectos sociais. De resto, o avultado empréstimo do FMI a Angola serve para isso mesmo: criar as condições sociais que permitam a todos os angolanos ter uma vida mais digna.
Do total do empréstimo, um terço já foi investido, o que significa uma excelente execução, mas sobretudo quer dizer que com esses investimentos, milhões de angolanos viram as suas vidas melhoradas em todos os domínios, desde o emprego à habitação, do acesso à água potável à energia eléctrica.
Estavam os peritos do FMI a trabalhar em Luanda e o chefe do Executivo anunciou que o ambicioso programa de habitação social tem garantidos os fundos necessários, através de financiamentos do sector público e de parcerias com o sector privado. Nem a Europa do após guerra, nem os Estados Unidos, que desde então são a maior economia do mundo, têm no seu historial um projecto tão arrojado e ambicioso. Só um Executivo apoiado pela esmagadora maioria do povo angolano tem capacidade para se lançar na construção de um milhão de fogos habitacionais durante uma legislatura.
Os que puseram em dúvida os resultados eleitorais, aos poucos vão compreendendo que afinal, se houve erros na contagem dos votos, foi por defeito. O partido vencedor das eleições tem ainda mais apoio popular do que os números das eleições legislativas de 2008 revelam. Um Executivo que tem de enfrentar, ao mesmo tempo, tantas dificuldades, que em pleno esforço da reconstrução nacional foi surpreendido por uma crise mundial para a qual em nada contribuiu, só pode governar na paz social porque tem absoluta confiança do eleitorado. Os angolanos sabem que só está por fazer aquilo que é mesmo impossível executar.
Alguns nós, se conhecêssemos bem Angola inteira e não apenas a nossa capelinha, se tivéssemos a menor noção do que é este grande país e dos inúmeros problemas que afectam as populações desde há séculos, tínhamos seguramente outra postura e outro discurso. E sobretudo não mandávamos ao estrangeiro os profetas da mentira badalar desgraças e sujar com o opróbrio da calúnia e da mentira os nossos dirigentes que protagonizam políticas sociais e económicas que estão a mudar radicalmente a face do nosso país.
O ritmo é forte e a marcha está mesmo muito acelerada. Veja-se o que está a mudar. Quem não puder acompanhar esta passada, tem de melhorar o seu desempenho físico e intelectual, quanto mais não seja olhando para os exemplos que chegam de cima. Não é vergonha nenhuma reconhecer mérito a quem faz bem, tal como é absolutamente legítimo criticar o que está mal.
Os peritos do FMI fizeram o seu trabalho, analisaram, estudaram e tiraram as suas conclusões. Que são positivas e nos enchem de orgulho e de esperança. A economia angolana está no bom caminho e as políticas sociais têm financiamentos garantidos num momento em que o mundo vive numa verdadeira penúria financeira.
O mérito desta situação é de todos os angolanos de boa vontade, que há muito deixaram de ficar à espera que Angola faça por nós alguma coisa e fazemos tudo o que podemos e sabemos por Angola.
O atrevimento político, a política do mujimbo, a análise conspurcada pela difamação e a mentira, tudo isso é passado e já nem sequer os arautos da desgraça acreditam naquilo que propalam aos sete ventos. Em rigor, já só actuam por despeito e falam por desespero. São infelizes porque querem.
Porque embora a marcha de Angola para o progresso esteja muito acelerada, todos podem acompanhá-la. E aqueles que por qualquer razão se sintam diminuídos para entrar no ritmo, só têm que pedir uma mão amiga que os ajude. Se há qualidade que caracteriza o povo angolano é a generosidade. É mesmo um povo solidário e fraterno. Por isso está sempre a surpreender o mundo com os seus feitos e as suas vitórias.



Últimas Opiniões

Ver todas »