Política

Angola apoia reformas na Guiné-Bissau

João Dias| Lisboa - 08 de Fevereiro, 2012

A CPLP deve continuar a ser um espaço de cooperação forte no qual devem ser valorizados os potenciais de cada país, afirmou, ontem, em Lisboa, o Vice-Presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos.
“Os laços que nos unem são suficientemente fortes para que encaremos os nossos problemas de forma conjunta e não como processos isolados de cada país. Só assim continuaremos a edificar um espaço comunitário sólido, alicerçado numa história comum e num património indivisível, a língua portuguesa”, afirmou o Vice-Presidente, no encerramento do colóquio sob o tema “CPLP – uma oportunidade histórica”.
Fernando da Piedade Dias dos Santos disse confiar na solidariedade e na vontade de vencer dos povos dos países da CPLP, tal como no passado, numa altura em que a crise está efervescente no mundo.
“Tenho fé na capacidade de diálogo dos nossos povos e na abertura que sempre existiu no nosso seio para que sejam exploradas todas as possibilidades de cooperação entre os nossos Estados, promovendo a solidariedade em acções que se traduzam em desenvolvimento para os nossos países e bem-estar dos nossos povos”, salientou. O Vice-Presidente reafirmou a vontade de Angola em contribuir para a normalização da situação política da Guiné-Bissau.
“Angola tem feito e continuará a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar a Guiné-Bissau a sair do impasse em que se encontra, para que as reformas no país prossigam e se concluam com êxito”.

Roteiro

O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) defendeu a assinatura urgente do Memorando de Entendimento tripartido, Guiné-Bissau, CEDEAO e CPLP, para a aplicação do roteiro da reforma do sector da Defesa e Segurança, como elemento fulcral do processo de estabilização do país.
A recomendação consta do comunicado final da reunião de Conselho de Ministros realizado na segunda-feira, sob a presidência do ministro angolano das Relações Exteriores, George Chikoti.
Aprovado em Junho do ano passado, em Luanda, o roteiro CEDEAO-CPLP para a reforma do sector da Defesa e Segurança da Guiné-Bissau tem em conta a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que estabelece a missão integrada no país e reconhece o papel desempenhado pela Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas e o Grupo Internacional de Contacto para a Guiné-Bissau na estabilidade e no fortalecimento das instituições do país.
A presidência da CPLP ficou incumbida de, em concertação com o Governo da Guiné-Bissau, o Secretariado Executivo e a CEDEAO, encetar diligências para a realização de uma Conferência Internacional de Parceiros de Desenvolvimento da Guiné-Bissau para a mobilização adicional de recursos financeiros.
Na reunião de Luanda, o Conselho de ministro da CPLP reiterou que cabe ao Governo da Guiné-Bissau a principal responsabilidade na consolidação da Paz, desenvolvimento e bem-estar do povo guineense e reconheceu o papel que a comunidade internacional, em particular as Nações Unidas, a União Africana, a CPLP, a CEDEAO e a União Europeia, devem desempenhar, sobretudo no que se refere à mobilização adicional de recursos financeiros e, de forma geral, à recuperação económica e ao desenvolvimento da Guiné-Bissau.