Política

Descentralização limita corrupção

Bernardo Manje - 06 de Maio, 2011

Dignitária das Nações Unidas está no país

Fotografia: Dombele Bernardo

A subsecretária-geral das Nações Unidas e administradora associada do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) considerou ontem, em Luanda, que a descentralização administrativa pode contribuir grandemente para o combate à corrupção.
“A descentralização fortalece os sistemas dos governos locais e pode contribuir para a luta contra a corrupção”, afirmou Rebeca Grynspan, depois de ter desembarcado no aeroporto internacional 4 de Fevereiro, no início de um visita oficial de três dias a Angola.
De resto, a costa-riquenha ao serviço das Nações Unidas informou que a questão da descentralização deve ser o assunto dominante durante as conversações que vai manter com as autoridades angolanas. Ontem mesmo, Grynspan foi recebida pelo ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa.
Rebeca Grynspan, que hoje é recebida pelo Vice-Presidente da República, lembrou que, desde 2004, o PNUD tem prestado assistência técnica à descentralização em Angola. Em 2008, acrescentou, este órgão das Nações Unidas renovou o seu programa no domínio da descentralização.  Com a sua visita a Angola, a subsecretária-geral das Nações Unidas pretende saber qual é a avaliação que o país faz sobre esta renovação e encontrar consenso sobre quais os passos que devem ser dados no futuro. “A (minha) visita tem como objectivo estreitar as relações com o Governo angolano e rever os programas que este tem com o PNUD e com as Nações Unidas”, sintetizou.
Segundo explicou, com o processo de descentralização administrativa, o PNUD prevê o fortalecimento dos governos locais. “Não é possível que os governos centrais, por si só, resolvam todos os problemas do país. É muito importante que a nível local haja um diálogo com a população, para que esta possa participar e tenha uma voz na resolução dos problemas”, defendeu.
A subsecretária-geral das Nações Unidas, que foi Vice-Presidente da República da Costa Rica entre 1994 e 1998, disse ter experiência de que quando esse diálogo sucede o desenvolvimento é muito mais acelerado.
 Rebeca Grynspan é hoje recebida pelo governador de Luanda, José Maria dos Santos, e deve deslocar-se à centralidade do Kilamba. Antes de deixar o país, deve manter encontros com as ministras do Planeamento, Ana Dias Lourenço, e do Ambiente, Fátima Jardim.