Política

FMI sugere ao Executivo reformas para diversificar economia nacional

26 de Dezembro, 2011

Instituição financeira internacional prevê crescimento favorável do país no próximo ano

Fotografia: JA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento relativo favorável da economia angolana no próximo ano, em função dos investimentos em curso no sector petrolífero.
Aquela instituição financeira internacional reforça a sua previsão sobre o crescimento da economia angolana com o início, no próximo ano, da exportação de gás natural liquefeito, do Projecto Angola LNG, no município do Soyo, província do Zaire.
O FMI considera necessárias “mais reformas e esforços para aumentar a diversificação da economia, com realce na agricultura”, de acordo com os compromissos assumidos durante a quinta revisão ao Acordo Stand-By feita em Outubro do ano em curso.
Aquela instituição financeira internacional considera que o ambiente externo é favorável, mas persistem riscos. Enquanto a previsão do preço do petróleo é alta (cerca de 100 dólares por barril), a procura global parece incerta”, considera o documento.
Durante a quinta revisão do Acordo Stand-By, as autoridades angolanas e a equipa de técnicos do FMI discutiram a elaboração de um mapa para reduzir a vulnerabilidade do país à volatilidade do preço do petróleo e assegurar uma grande estabilidade na aplicação de investimentos públicos. As autoridades nacionais criaram a “Reserva financeira estratégica petrolífera para infra-estruturas de base”, com orçamento para recursos necessários para financiar infra-estruturas sociais prioritárias.

Desenvolvimento



O Executivo assumiu o compromisso, durante a revisão do acordo, de ainda no final do ano em curso, executar a sua “Estratégia para o desenvolvimento do sector privado”, concebido pelo Ministério da Economia, para ser aplicada no início do próximo ano. Este programa inclui medidas para facilitar o acesso ao crédito e reduzir os custos administrativos para a criação de empresas. Como parte dos esforços para promover a transparência, a Sonangol vai continuar a publicar no seu site da Internet as auditorias externas às suas contas, à semelhança do que fez em Setembro último com as contas relativas a 2010. O FMI considera que Angola está a emergir de forma firme da crise, mas a sua economia continua dependente do petróleo, o que representa um risco em função da volatilidade do preço do produto.
Os técnicos do Fundo Monetário Internacional felicitaram o Executivo angolano por ter elaborado um orçamento conservador em relação às receitas do preço do petróleo no mercado mundial.