Arquivo Histórico

África do Sul mantinha alerta máximo com forte desconfiança

José Ribeiro|

No princípio de Setembro de 1989, a situação na Namíbia era incerta, existindo três factores para justificar a afirmação.

Movimentação dos guerrilheiros obrigou os serviços de inteligência da África do Sul à adopção de medidas excepcionais de segurança para evitar surpresas
Fotografia: Arquivo Histórico

Primeiro, segundo Peter Stiff, os sul-africanos consideravam que tinham razões de sobra para continuarem em estado de alerta máxima, pois, segundo informações recolhidas pelo Serviço de Inteligência Sul-Africano cerca de 2.000 combatentes da SWAPO estavam a sul do paralelo 16, em Angola e 1.000 ou mais combatentes do PLAN, que regressaram como refugiados, aguardavam por novas ordens nos vários campos de refugiados secundários dirigidos pela aliada da SWAPO, o Conselho de Igrejas para a Namíbia, espalhado por toda a Namíbia.
Quanto às armas, as informações recolhidas apontavam para a existência de paióis secretos, ou provavelmente a estarem a ser transportadas a partir do outro lado da fronteira de Angola, no período nocturno, agora que as patrulhas da polícia foram grandemente reduzidas, como resultado da acção do Conselho de Segurança.
Relatórios de inteligência provenientes do Zimbabwe, da Zâmbia e do Movimento dos Países Não Alinhados sugerem que uma Força Africana, composta por tropas do Zimbabwe, da Zâmbia, do Botswana e talvez de outros países, estava a ser discretamente preparada para ser desdobrada na Namíbia.
Com as forças sul-africanas reduzidas drasticamente, a Força Territorial do Sudoeste Africano desmobilizada e os antigos oficiais da polícia do Sudoeste Africano acantonados, as forças de defesa do país estavam muito debilitadas. Adicionando os elementos acima referenciados, na perspectiva sul-africana, defendida por Peter Stiff, este cenário era uma demonstração clara que Nujoma e a SWAPO tinham como Plano B tomar o poder pela força, na eventualidade de não vencerem as eleições de Novembro.
O prognóstico apresentado pelos Serviçosde Inteligência sul-africano é que diante deste quadro a UNTAG não fará nada, porque é uma força de monitoramento e não uma força de manutenção da paz. Espera-se que as Forças de Segurança, na altura, tenham as suas mãos efectivamente atadas pela ONU e sejam incapazes de intervir.
Este era o quadro apocalíptico pintado pelo Serviço de Inteligência Sul-Africano antevendo a realidade da Namíbia no período pós-eleitoral.
 No entanto, este cepticismo sul-africano foi minimizado pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Jean-Pierre Hocké, que desmentiu os números apresentados pelos Serviços de Inteligência Sul-Africanos e afirmou categoricamente que não havia mais elementos por repatriar em Angola e na Zâmbia.
As artimanhas dos racistas sul-africanos foram igualmente desmascaradas na 9ª Cimeira dos Chefes de Estado do Movimento Não-Alinhado, realizada em Belgrado, Sérvia, de 4 a 07 de Setembro de 1989.  Os participantes na cimeira expressaram a sua preocupação relativamente às violações flagrantes cometidas pelo regime racista sul-africano do Plano das Nações Unidas para a Independência da Namíbia.
No final da Cimeira foi aprovada uma Declaração Especial sobre a Namíbia, de onde destacamos:
Que o Conselho de Segurança das Nações Unidas assegure que a racista África do Sul, no cumprimento da Resolução 435 desarme e desmantele todas as Forças Militares, Paramilitares, Étnicas e Unidades de Comandos, em particular os Koevoets, para que se coloque fim à campanha de intimidação perpetrada por estes elementos contra o povo namibiano; 
Que o Secretário-Geral das Nações Unidas aumente imediatamente o número de monitores da polícia das Nações Unidas e que medidas imediatas sejam tomadas para que seja desdobrada a componente militar completa da UNTAG;
Que o Secretário-Geral das Nações Unidas assegure a imediata e total revogação de todas as leis discriminatórias, restritivas e repressivas.

Segundo: O outro aspecto que levantava uma nuvem de incerteza sobre o Plano das Nações Unidas para a Independência da Namíbia, foi a ameaça de Cuba em interromper a retirada das suas tropas de Angola e a quebra do cessar-fogo entre o governo do MPLA e a UNITA. Ambas as situações, dada a natureza internacional dos acordos entre Angola, Cuba e África do Sul, poderiam beliscar, em certa medida, o rumo do processo. 
O Governo do MPLA desde cedo que abraçou a causa de luta pela Liberdade do povo namibiano e era o seu principal defensor, pelo que, qualquer situação que pudesse afectardirectamente Angola, certamente que teria impacto, positivo ou negativo, no processo de Paz da Namíbia.  
Terceiro: O último aspecto referenciado por Stiff era a existência de divisões sinistras no seio da própria SWAPO, inclusive no seu núcleo duro. Estas divisões, na perspectiva do autor, terão motivado o assassinato do líder branco da SWAPO, Anton Lubowski, em Windhoek, no dia 12 de Setembro, como que um cordeiro sacrificial.
“Há muitas evidencias para sugerir que ele tenha sido morto por um atirador do IRA contratado especialmente para o trabalho, sob ordens da alta liderança da SWAPO, como um exemplo para aqueles que conspiram contra a presidência de Nujoma na SWAPO”, acrescenta Peter Stiff.
Segundo o autor, o alerta foi provavelmente dirigido ao alto funcionário Hamutenya Hidipo, de quem se dizia estar a ser apoiado por altos comandantes militares do PLAN para a presidência da SWAPO.
Este é o cenário, referente ao mês de Setembro de 1989, apresentado para a Namíbia, a dois meses da realização das eleições.

O futuro?

Até ao final de Agosto de 1989, a situação na Namíbia era incerta.
A UNTAG, sob o comando do Secretário-geral, Dr. Javier Perez de Cuellar, parecia ter desenvolvido uma atitude clara de parcialidade em relação à SWAPO. Cerca de 2.000 presos políticos da SWAPO em Angola e na Zâmbia desapareceram, a maioria desde Janeiro de 1989. Evidência de que eles estavam vivos eram incontestáveis.
A partir de histórias vindas de Angola e da Zâmbia, parece que eles haviam sido intimidados para ingressarem na SWAPO ou “serem lançados na mata” – como um oficial da SWAPO eufemisticamente denominou ser entregue à morte quando se oferecia a opção de escolha a um prisioneiro.
Posteriormente, o prisioneiro escapou para contar a sua história na Namíbia.A última coisa que a SWAPO quer é ter os seus próprios dissidentes de volta para a Namíbia.
Eles libertaram a titulo experimental 200 elementos e permitiram que regressassem à Namíbia, mas a tempestade resultante da publicidade negativa - relacionada com a tortura, privação e assassinato de prisioneiros - causou tantos danos à imagem da SWAPO, quer a nível nacional como a nível internacional, que eles obviamente decidiram não correr o risco de libertar os outros 2.000.
O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados concordou aparentemente, aceitando a palavra da SWAPO segundo a qual não havia mais repatriados em Angola e na Zâmbia.
“Aqueles que estão no exílio devem ter a oportunidade de regressar”, sublinha Peter Stiff.
Será que isto significa que os prisioneiros da SWAPO não contam nesta equação?
Ultimamente tem-se ouvido expressões como: “Não há nenhuma prova concreta”, e outras “como, de todos os lados”.
O mesmo tipo de histórias, igualmente rejeitadas, diziam que os nazistas ocuparam a Europa durante a Segunda Guerra Mundial, porém, Auschwitz, Bergen-Belsen, Buchenwld, Riga e muitos outros campos de extermínio nazistas não eram produtos da imaginação. Em seguida, surge a alegação de que 1.000 ou mais combatentes do PLAN, que regressaram como refugiados, estão a espera, reformados nas suas unidades militares, mas sem uniformes, nos vários campos de refugiados secundários dirigidos pela aliada da SWAPO, o Conselho de Igrejas para a Namíbia, espalhados por toda a Namíbia.
As suas armas já estão em paióis secretos, ou provavelmente estão a ser trazidas a partir do outro lado da fronteira de Angola, à noite, agora que as patrulhas da polícia foram severamente limitadas, como resultado da acção do Conselho de Segurança decorrente da agitação dos membros africanos do denominado Movimento dos Países Não Alinhados.
Os estados africanos pertencentes ao Movimento dos Países Não Alinhados estão convencidos de que, até ao final do ano, a SWAPO será instalada como governo da Namíbia.  
Robert Mugabe, um homem com muita experiência nesses assuntos e presidente cessante da NAM, queria que Nujoma repetisse o que ele fez no Zimbabwe com o seu partido ZANU P/F, em 1981, durante o período que antecedeu a independência.
Ele ajudou fornecendo muitos uniformes adicionais ao PLAN antes da incursão de Abril.Cada rebelde infiltrado levou consigo, pelo menos, três pares, que eram para equipar alguns simpatizantes da SWAPO nas tribos locais.
A intenção era exigir campos dentro da Namíbia à UNTAG e preenchê-lo quer de combatentes, quer de civis récem-uniformizados e equipados e usá-los como centros para “politizar” as pessoas a apoiarem a SWAPO nas eleições de Novembro.    
No entanto, por causa da intervenção da Polícia do Sudoeste Africano este plano foi frustrado.  Apesar disso, a SWAPO ainda poderia ganhar as eleições por meio do factor intimidação, que é verdadeiramente horrível.
Por outro lado, isto funcionou contra eles em grande parte, pelo que não se pode ser taxativo sobre os prováveis resultados nas urnas, porque a DTA podia ganhar.
Por todos os relatórios e a julgar pelar suas acções, certamente que a SWAPO não está tão confiante assim.    Porém, desde Abril muita coisa mudou inclusive os planos da SWAPO, com o apoio activo e a assistência do Movimento dos Países Não Alinhados.
Tendo as forças sul-africanas sido reduzidas drasticamente, a Força Territorial do Sudoeste Africano desmobilizada e os antigos oficiais da polícia do Sudoeste Africano acantonados, as forças de defesa do país estavam muito debilitadas. Vários cenários são possíveis, porque uma coisa que parece certa é que Nujoma e a SWAPO, caso percam a eleição, tentarão tomar o poder pela via da força.
Eles já estão a passar a palavra que se eles perderem, eles voltarão para as matas e a guerra vai continuar. O único caminho para a paz é votar a favor da SWAPO. 
Mugabe's ZANU P/F terroristsgave the same message to the black populace of Zimbabwe and it worked for him. 
Uma questão preocupante, particularmente considerando a natureza internacional dos acordos entre Angola, Cuba e África do Sul, é que Cuba ameaçou recentemente interromper a retirada das suas tropas de Angola.
A outra questão é que as negociações de paz entre o governo do MPLA e a UNITA parecem ter fracassado.
Talvez a realidade disto é que os angolanos e os cubanos pretendiam destruir a UNITA, ao invés de conversar com ela, especialmente, agora que os sul-africanos desocuparam as suas bases militares de Caprivi, sendo que nenhuma linha de abastecimento directa restou para lhe fornecer ajuda militar.
Uma projecção apocalíptica, que não pode ser posta de lado porque mostra ser uma possibilidade, está relacionada com os relatórios de inteligência provenientes do Zimbabwe, da Zâmbia e do Movimento dos Países Não Alinhados.
Os mesmos sugerem que uma Força Africana, composta por tropas do Zimbabwe, da Zâmbia, do Botswana e talvez de outros países, estava a ser discretamente preparada para ser mobilizada rapidamente.A Líbia ofereceu apoio em meios aéreos, nomeadamente C-130 e outos transportes.
O plano secreto da SWAPO e dos membros africanos do Movimento dos Países Não-Alinhados, era que se as coisas não corressem bem à SWAPO, nas eleições de Novembro, haveria uma revolta popular contra o novo regime eleito.
Isso levaria os elementos do PLAN a tomarem de assalto a fronteira a partir de Angola, enquanto 1.000 deles, espalhados por todo o país nos campos de refugiados secundários, começariam a operação militar para derrubar o governo.
Quatrocentos elementos do PLAN basificados em Sesheke, na Zâmbia, vão movimentar-se imediatamente para sul e invadir a Faixa de Caprivi, com o apoio activo dos zambianos.
The Security Forces, it is expected, will by then have their hands effectively tied by the UN and be incapableof intervening.
Esperava-se que as Forças de Segurança, na altura, tenham as suas mãos efectivamente atadas pela ONU e sejam incapazes de intervir.
O Conselho das Igrejas da Namíbia e os sindicatos vão apelar à África para restaurar a ordem no país e aos aviões líbios do tipo C-130 e outros aviões à disposição para transportarem as tropas, descolando de vários aeroportos, nomeadamente da Namíbia, do Botswana e do Zimbabwe e a Força Africana vai dirigir ou preparar antecipadamente os destinos na Namíbia.
O discurso do presidente cessante, Robert Mugabe do Zimbabwe, quando apresentava o seu relatório à nona Cimeira do Movimento dos Países Não Alinhados, à 5 de Setembro, foi significativo. “Há uma grande possibilidade do povo namibiano ser enganado devido a falta de autodeterminação genuína”, disse ele.
Nas entrelinhas, istosignificava que a SWAPO podia fracassar nas eleições, neste caso a NAM vai fazer de tudo para que as eleições sejam declaradas inválidas. “É claro”, ele prosseguiu, “esta cimeira terá de considerar que o movimento precisa tomar medidas adicionais sobre a Namíbia”.
Qualquer um pode adivinhar a que tipo de “acção” ele se referia. Ele disse que o relatório de um grupo de dezoito representantes do Movimento dos Países Não Alinhados, que visitou a Namíbia, provocou uma interpretação preocupante.Seriainteressanteexaminartalrelatório.
Entretanto, os moderados do NAM aparentemente queriam falar sobre a dívida, o meio ambiente, os direitos humanos e assim por diante, mas a Namíbia era a obsessão do Grupo de África.
É certo que esses moderados não têm ideia do que está a acontecer nos bastidores.Isso pode muito bem ser uma opção planeada, mas há muitas razões pelas quais esta pretensão podia falhar.
Em primeiro lugar, o certificado de que a eleição foi “livre e justa” não vai ser assinado por Robert Mugabe ou pelo Secretário-Geral da ONU, mas sim pelo Representante Especial da ONU, MarttiAhtisaari e embora ele tenha realizado alguns actos equilibristas surpreendentes nos últimos meses, desde o 1 de Abril, ele parece, no geral,  estar a desempenhar a sua função de forma imparcial.
“Neste momento, parece que ele está feliz com a maneira como as coisas estão a caminhar rumo às eleições. É pouco provável que aquelas coisas que estão erradas, a intimidação e assim por diante, afectem o seu julgamento final sobre a questão da eleição “livre e justa”, desde que não haja conflito aberto”, refere Peter Stiff no seu livro sobre a guerra na Namíbia.
Na verdade, não há nenhuma razão para supor que ele tenha mudado o seu ponto de vista, que ele expressou claramente no dia em que chegou à Namíbia.
"Quando o povo namibiano tiver escolhido, o resultado deve ser aceite e respeitado por todos”, sublinha.
Se, por exemplo, a DTA e o partido aliado vencerem e a SWAPO e a NAM decidirem tentar a solução apocaliptica, as coisas poderiam correr muito mal para aqueles dois.
Em primeiro lugar, um vencedor da eleição que não seja a SWAPO, se houvesse uma “revolta popular”, provavelmente pediria ajuda à África do Sul para restaurar a ordem. Embora a África do Sul tenha tomado a decisão diplomática de se retirar da Namíbia, isso não significa que ela simplesmente vai ficar parada e assistir a uma pretensão revolucionária de se agarrar ao poder.A UNTAG, quer gostasse desta decisão ou não, não terá opinião moral ou legal no assunto.
No entanto, a noção de “Força Africana Total” há muito que tem alimentado o sonho de homens como Robert Mugabe e Kenneth Kaunda, mas eles nunca foram capazes de agir em conjunto, excepto, talvez, em Moçambique, onde dificilmente se pode considerar um êxito notável.

A quantidade não é sinónimo de qualidade

“Eles deveriam perguntar aos Angolanos e ter uma conversa confidencial com Fidel Castro. Ele, sem dúvida, repetirá o que ele disse, em público, no dia 9 de Julho, quando ele disse que um número relativamente pequeno das SADF derrotou quase toda a sua revolução”.
A África do Sul compromete-se a aceitar o resultado, seja qual for e se a SWAPO concordar, ela calmamente vai completar a sua retirada definitiva do país e isso será o fim de tudo.
No entanto, há divisões sinistras no seio da própria SWAPO e não seria surpreendente se alguns chefes no seio da direcção, talvez até mesmo Nujoma, desencadeassem uma luta pelo poder nos últimos minutos antes da eleição.
Parece provável que o líder branco da SWAPO, Anton Lubowski, que foi assassinado fora da sua casa, em Windhoek, no dia 12 de Setembro, fosse morto pela SWAPO, como um cordeiro sacrificado.
Há muitas evidencias para sugerir que ele tenha sido morto por um atirador do IRA contratado especialmente para o trabalho, sob ordens da alta liderança da SWAPO, como um exemplo para aqueles que conspiram contra a presidência de Nujoma na SWAPO.
Duvida-se que Lubowski estivesse envolvido em tal conspiração, mas ele geralmente era ignorado dentro SWAPO e visto, sem dúvida, como descartável.   
O alerta foi provavelmente dirigido ao alto funcionário HamutenyaHidipo, de quem se diz estar a ser apoiado para a presidência da SWAPO por altos comandantes militares do PLAN.
Windhoek, um vale adormecido até agora, parece ter um futuro violento pela frente.No entanto, será irónico se a SWAPO, com os seus slogans banais e políticas marxistas tão desactualizadas como as do próprio Saint Joseph, que falharam e levaram muitos estados africanos à ruína, ganhe a eleição.
As falhas não foram somente Africanas As anteriormente suprimidas esperanças de democracia estão agora a espalhar-se como fogo incontrolável, passando de uma república socialista para outra na União Soviética, na China, na Polónia, na Hungria, e em muitos outros países também.
Todos eles, gradualmente, mas com desdém, a colocarem o socialismo comunista no caixote do lixo da história onde ele pertence.
“Só podemos esperar que os estados democráticos da ONU, pelo menos, despertem e percebam que o Povo namibiano, ao não votar pela SWAPO, não estarão realmente a optar pela retenção do apartheid e do regime  de minoria branca sul-africano”.
De qualquer maneira, ambos passarão à história da Namíbia, em Novembro.A sua escolha é entre o totalitarismo marxista e a democracia.
“Cada povo elege o governo que ele merece, dizem eles.Espera-se que os namibianos percebam que eles merecem a liberdade e a democracia. E que o mundo não os vai impedir de conseguirem este desiderato”, frisou.


Datas marcantes

 

1 de Setembro 1989: O Comandante-em-Chefe das SADF, General JannieGeldenhuys, encontra-se, em Lisboa, com o Chefe de Estado-Maior General Português, Soares Caneiro. Foi anunciado que os dois Generais consideraram a possibilidade de reforçar a cooperação entre os dois serviços de contra-espionagem.
19 de Setembro, 1989: Numa conferência de imprensa, o Ministro das Finanças de Angola, Augusto Teixeira de Matos, afirma que é do interesse do Ocidente assegurar um futuro viável para a economia do país. O Ministro considera como essências os laços económicos com a África do Sul.
27 de Setembro de 1989: Diplomatas na Conferência Internacional Anual da Agência de Energia Atómica afirmam que a África do Sul solicitou aos Estados Unidos, à Grã-Bretanha e à União Soviética para que a República pudesse discutir a assinatura do Tratado de Não Proliferação Nuclear de 1970. Os três países actuam como garantes do tratado para evitar a disseminação de armas nucleares. O tratado obrigaria a África do Sul a ter as suas instalações nucleares inspeccionadas por especialistas da AIEA.
Fonte:Citizen, 28 September 1989.

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