A arte angolana em Joanesburgo


27 de Maio, 2016

Fotografia: Santos Pedro

A arte e cultura angolana marcam presença, desde ontem, no Festival Cultural Pan-Africano, que se realiza em Joanesburgo até domingo, pelo grupo de música folclórica Sassa Tchokwe e a cantora Josefina Wini.

O director nacional de Acção Cultural considera o convite  ao festival uma possibilidade de aumentar o intercâmbio e a cooperação no domínio das artes entre os artistas de países africanos. Carlos Vieira Lopes acredita que é uma oportunidade de África e o mundo verem o que tem sido feito em termos de produção artística no país.
O festival, denominado Gcwala-Ngamasiko, junta grupos e artistas dos países da África Austral, assim como da Nigéria, para mostrarem o seu potencial no domínio da música e das danças folclóricas.
Angola participa com a cantora Josefina Wini, vencedora do Festival Nacional de Música Popular Angolana (Variante), edição 2004, e do grupo Sassa Tchokwe, da Lunda Norte. Para Carlos Vieira Lopes, o festival é ainda uma oportunidade para promover a unidade em África, através da diversidade cultural.
O programa de actividades reserva ainda seminários sobre a dança e a música folclórica africana, com principal destaque para o diálogo interactivo e a dança colaborativa.

Tradição Lunda


O director do grupo Sassa Tchokwe disse que vai ao festival com o objectivo de mostrar o actual nível e a dimensão da música folclórica angolana. Paulo Tudilu adiantou ainda que o grupo folclórico preparou um espectáculo único, onde a cultura e tradição Lundas são o principal enfoque. “Ainda existe um longo trabalho de divulgação da cultura angolana, em particular as que são pouco divulgadas actualmente, porque o modernismo tem criado mudanças muito fortes entre os jovens e a presença em actividades como esta ajudam a difundir um pouco mais a tradição de regiões como as Lundas”, destacou. Paulo Tudilu, que está satisfeito com o convite, afirmou que pretendem explorar mais ritmos como a tchianda, da região Leste de Angola, durante o festival. “É uma forma de promover os ritmos folclóricos do país”, disse.
Os Sassa Tchokwe, apesar de começar com o ritmo tchianda, tem a particularidade de tocar outros estilos da região Lunda.
O grupo começou a sua formação artística na década de 80, na Mucanda, escola tradicional, onde ficaram, entre seis e dez anos, a aprender esta arte.

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