Cultura

Abraão Vicente sugere maior valorização da marca Angola

A valorização do produto cultural angolano passa pela divulgação da marca Angola, com uma aposta forte no marketing, para levar ao público além-fronteiras, afirmou na segunda-feira, em Cabinda, o ministro da Cultura de Cabo Verde.

Abraão Vicente quer maior valorização e divulgação do produto cultural angolano além-fronteiras
Fotografia: Rafael Tati | Cabinda|Edições Novembro

De acordo com Abraão Vicente, que falava na mesa-redonda ministerial no âmbito do 6.ª Conselho Consultivo Alargado do Ministério da Cultura, que termina hoje, a definição de estratégias de marketing para a apresentação de produto, desde o design até à embalagem, os canais de venda, a publicidade, entre outros, é uma componente essencial para a divulgação da marca Angola.
O governante cabo-verdiano destacou ainda a importância da promoção de feiras artesanais e exposições, a criação de espaços próprios para venda dos produtos e a edição de brochuras informativas e revistas que promovam a difusão das actividades culturais, bem como a atribuição de prémios de publicidade.
Segundo o ministro, é necessário fazer a transição da economia tradicional, com forte valor patrimonial e identidade cultural para uma economia moderna e sustentável, baseada na promoção de todas as formas de criatividade, bem como inserir a cultura e as indústrias criativas no mercado de trabalho, desenvolver actividades comerciais e libertar os criadores da dependência do Estado.
Durante a sua intervenção, o ministro cabo-verdiano recomendou uma nova abordagem cultural através de uma estratégica centrada nas pessoas, na liberdade e enquadramento profissional dos agentes, na fruição cultural, na descentralização das estruturas e na internacionalização.
Promover a concertação estratégica em matéria de política cultural com outros sectores, como a educação, o turismo e a formação profissional, bem como os agentes, é um ponto essencial para atingir os objectivos preconizados em termos de valorização do produto cultural, considerou Abraão Vicente.

Potencializar as artes
A ministra do Turismo destacou  na segunda-feira, em Cabinda, a necessidade de  potencialização do produto cultural em todas as vertentes, com acções de promoção e divulgação para atrair turistas.
Falando durante a mesma mesa-redonda, Ângela Bragança disse ser necessário converter o produto cultural, no caso específico do património histórico nacional e mundial, em oferta turística, colocando à disposição dos visitantes uma gama de locais, sítios e monumentos com valor universal.
A ministra do Turismo realçou a necessidade da planificação cuidada, procurando saber o que existe, fazer o diagnóstico e o registo para reunir dados actualizados da oferta turística cultural nacional. Ângela Bragança reiterou a necessidade da formação de guias e a elaboração de um roteiro turístico para alavancar a captação de receitas que contribuam para a melhoria do bem-estar social.
Ângela Bragança reafirmou a importância da elaboração de um roteiro turístico cultural sobre Mbanza Kongo no âm-bito do projecto de promoção e divulgação deste património mundial, que possa levar ao público um manancial de dados e informações sobre o turismo cultural.

Divulgação de conteúdos
O secretário de Estado da Comunicação Social, sublinhou em Cabinda a necessidade de os órgãos de informação promoverem o turismo cultural através de conteúdos editoriais.
Celso Malavoloneke, que dissertou sobre a comunicação social na promoção da cultura e da identidade, no âmbito do 6.º Conselho Consultivo Alargado do Ministério da Cultura, adiantou que a grelha informativa dos meios de comunicação social devem também fazer a divulgação de políticas, eventos e elementos identitários da cultura nacional.
Para o governante, a acção deve também passar pelo combate à “invasão” de elementos nocivos estranhos e promover o uso dos símbolos nacionais, contribuindo para a divulgação, preservação e valorização da cultura nacional.  
Celso Malavoloneke acrescentou que deve ser encorajado o uso das línguas nacionais e utilizar os sítios e monumentos culturais para eventos mediáticos.
A mesa-redonda contou ainda com a participação do secretário de Estado do Ambiente, Joaquim Manuel, sob moderação da ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.

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