Academia de Letras elege órgãos sociais


4 de Setembro, 2016

Fotografia: Ampe Rogério

A Academia Angolana de Letras (AAL) elegeu ontem, em Luanda, por 22 votos a favor e um contra, os corpos gerentes da instituição, para um mandato de quatro anos, que vai de 2016 a 2020.

Boaventura Cardoso foi eleito presidente do Conselho de Administração, Artur Pestana “Pepetela”, presidente da Mesa da Assembleia Geral, Henrique Guerra, presidente do Conselho Fiscal e Paulo de Carvalho, presidente do Conselho Científico.
Na Comissão Eleitoral estiveram Victor Kajibanga (presidente), Virgílio Coelho (vice-presidente), Irene Guerra Marques (vogal e ausente no estrangeiro) e José Luís Mendonça, na qualidade de representante designado da lista única ontem eleita.
A Comissão Eleitoral saudou, em comunicado a que o Jornal de Angola teve acesso, todos os confrades, membros fundadores da Academia Angolana de Letras, pela demonstração de elevação, maturidade e serenidade com que conduziram o processo, demonstrando o carácter democrático e dinâmico da instituição.
Tal como vem expresso no manifesto de 7 de Julho de 2016, refere o comunicado, “hoje, perante os novos e grandes desafios culturais e sociais, os escritores e investigadores sociais angolanos reunidos em torno da Academia Angolana de Letras assumem e renovam o compromisso secular de trabalhar para a dignificação das Línguas Nacionais, da Literatura e dos Estudos Sociais Nacionais, honrando o génio criador e inventivo do Homem Angolano, e baseados na brilhante tradição das gerações precedentes, colocam o conjunto da sua acção criativa e dos saberes endógenos herdados ao longo dos séculos, ao serviço das populações, das comunidades e dos povos e, em especial, das gerações vindouras”.
A Academia, com vigência a partir de 28 de Março último, tem como patrono o primeiro Presidente da República de Angola, António Agostinho Neto, e admite como membros os fundadores, efectivos e beneméritos, além de colaboradores com a categoria de correspondentes, estes últimos podendo ter nacionalidade diferente das dos restantes membros.
De acordo com o estatuto, os membros efectivos da Academia Angolana de Letras devem  ter obra como objecto de estudo em universidades angolanas e estrangeiras, ter ganho prémios literários ou de investigação em Angola ou no estrangeiro e ter obras que tenham sido objecto de ensaios por especialistas em literaturas africanas de língua portuguesa. A constituição da Academia Angolana de Letras vem corresponder aos anseios de uma sociedade angolana cada vez mais engajada com a sua identidade, história, cultura e pensamento, bem como reforçar o pensamento angolano no espaço nacional – quer pelo ensino, quer pela investigação e espaço internacional, quer pela promoção, quer pela divulgação.
A Academia vai responder também ao estudo e utilidade da literatura angolana, alavancando de forma positiva o pensamento angolano hodierno e uma política de investigação científica em torno das artes, das letras e demais domínios das ciências sociais e humanas.
A Academia Angolana de Letras (AAL) tem a sua sede provisória na União dos Escritores Angolanos.

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