Cultura

Academia de Letras lança ensaio literário

A presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras, Vera Duarte, anunciou,  sexta-feira, a publicação da obra “Comentários litroverdianos”, de autoria de Luís Romano, em Fevereiro de 2018.

Escritora cabo-verdiana Vera Duarte fala da obra histórica
Fotografia: Inforpress

Vera Duarte, que falava à imprensa, disse que a intenção é apresentar o livro este ano, mas por ter de se rever “minuciosamente” o produto final, que totaliza 500 páginas, só é possível em 2018.
O livro foi produzido em parceria com a professora Simone Caputo Gomes e junta, segundo informou, trabalhos interessantes sobre a história da literatura de Cabo Verde.
“No livro se pode encontrar apontamentos sobre Arménio Vieira, Eugénio Tavares, Corsino Fortes, Pedro Cardoso, entre outros”, disse Simone Caputo, que avançou ainda, a possibilidade de o acervo do autor chegar em Cabo Verde em 2018. Segundo Vera Duarte, são no total mil e seiscentos livros que vão ser doados à Biblioteca Nacional, uma parte fica na Academia Cabo-verdiana de Letras.
Luís Romano nasceu em 1922 e faleceu em 2010, foi um escritor cabo-verdiano, que viveu no Brasil entre 1962 e 2010, várias vezes foi referenciado na imprensa brasileira.
Mesmo tendo escrito vários livros, foi através de “Famintos” que o povo cabo-verdiano começou a ter consciência da sua nacionalidade. E porque a obra serviu de ponto de denúncia o autor foi alvo de censura e objecto de eliminação dentro e fora de Cabo Verde.
“Famitos”, segundo Luís Romano, foi um dos mais potentes gritos de denúncia, desmando da ditadura em Cabo Verde. “Desde então fiquei a escrever outros temas que se ligavam ao sofrimento dos cabo-verdianos flagelados pelas secas e pelo “despotismo doeino no nosso arquipélago”, lê-se na entrevista que o autor concedeu ao jornal “Horizonte” ainda em vida.

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