Academia lamenta ausência de negros


7 de Fevereiro, 2016

Fotografia: Reuters

A presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, entidade responsável pela atribuição do Óscar, lamentou ontem a ausência de filmes com actores negros na lista de nomeados da cerimónia deste ano.

Em entrevista ao site americano “Deadline”, Cheryl Boone Isaacs, a primeira mulher negra eleita para o cargo, que assumiu em 2013, considerou este facto “desapontante”. “2015 foi um ano incrível para o cinema, sob todos os aspectos, e este pormenor retirou parte do brio do prémio”, sublinhou.
Cheryl Boone Issacs reconheceu que os esforços da Academia para promover a diversidade estão a progredir muito lentamente. Nos últimos anos, disse, a Academia recebeu críticas pelo facto de os seus membros serem maioritariamente mais velhos e brancos.
Em Julho, a Academia fez convites a artistas negros como David Oyelowo, Gugu Mbatha-Raw e F. Gary Gray para integrarem o júri. A instituição anunciou ainda o projecto A2020, criado com o objectivo de diversificar ainda mais o júri e incentivar a indústria cinematográfica a dar oportunidades às minorias.
Em relação aos prémios de 2016, destaca-se a ausência, na disputa pelo prémio de melhor filme, de “Straight Outta Compton – A história do N.W.A.”, sobre o icónico grupo de rap dos anos 90, “Um homem entre gigantes”, com Will Smith, numa excelente performance para os críticos, e “Beasts of no Nation”, uma produção do Netflix muito aplaudida pela crítica, com interpretação de Idris Elba.

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