Acervo nacional ganha reforço


11 de Junho, 2016

Fotografia: Henry Celso | Angop

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, considerou quinta-feira em Luanda a obra “Cartas de Maria Eugénia a Agostinho Neto” como uma mais-valia para o acervo cultural angolano e matéria de estudos para os historiadores.

Falando à margem do lançamento do livro “Cartas de Maria Eugénia a Agostinho Neto” no Memorial António Agostinho Neto, a governante acrescentou que a obra tem conteúdos valiosos que vão servir de estudo sobre a vida de Neto durante a prisão na época colonial.
Carolina Cerqueira disse que o livro enriquece o acervo nacional e conta às novas gerações um pouco da história de Angola, narrando na primeira pessoa alguns momentos de Maria Eugénia com o então Presidente de Angola. A ministra referiu que os historiadores vão ter, com esta obra, matéria de estudo para complementar mais informações sobre parte da vida de Agostinho Neto.
Por seu turno, o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, disse acreditar que a juventude pode, com a leitura da obra, entender algumas peripécias passadas por alguns nacionalistas durante a luta de libertação.
O político afirmou que o livro tem conteúdos importantes que vão enriquecer a história de Angola, levando os leitores a compreender melhor a vida e a obra de Neto. 
“Cartas de Maria Eugénia a Agostinho Neto”, a obra mais recente da escritora Maria Eugénia Neto, retrata momentos passados pela autora e omarido, Agostinho Neto, notempo colonial, quando este se encontrava em regime carcerário e ela escrevia cartas para contactar com aquele que viria a ser o primeiro Presidente de Angola. Coube a apresentação do livro ao docente universitário António Quino. Referindo-se à obra, o rescritor disse que as mais de 180 cartas enviadas por Maria Eugénia de 1950 a 1971 apresentam conteúdos ligados ao amor, à saúde e ao que pensava a companheira de Agostinho Neto sobre o anseio da independência que viviam as colónias.
Na apreciação do docente universitário, as cartas mostram um teor de jovialidade pela forma como foram compostos os textos, reflectindo também o amor entre os dois que nem a distância conseguiu dissipar.
Para o apresentador, esta obra mostra ainda que Agostinho Neto e Maria Eugénia estavam muito ligados pela cultura. A obra foi editada pela Fundação António Agostinho Neto e teve uma tiragem inicial de 1.000 exemplares.

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