Actor faz justiça pelas próprias mãos


1 de Outubro, 2014

Fotografia: AFP

Vencedor de dois Óscar, Denzel Washington transforma-se num indómito justiceiro urbano para dar vida ao protagonista de “O Protector”, thriller no qual o actor se reencontra com o realizador Antoine Fuqua, de “Dia de Treinamento”.

O filme, que estreou na quinta-feira no Brasil, mostra a misteriosa história do personagem principal, Robert McCall, um homem que tenta passar despercebido até que as circunstâncias o levam a descobrir que é uma máquina de matar.
“Ele está a tentar manter o passado no passado, quer ser normal, se encaixar. Acho que tem medo do que é realmente e está a esforçar-se para não ser essa pessoa. Isto funciona por um tempo”, comentou Washington em entrevista por telefone à Agência Efe.
A interpretação de Washington sustenta a intensidade de um filme com um argumento previsível e um final fechado, onde o único cabo solto é a identidade de McCall, uma questão que certamente vai ser abordada na sequência na qual já trabalha o argumentista Richard Wenk, caso o filme consiga uma boa bilheteira.
“O Protector” tem a sua premissa numa série de televisão do anos 80 na qual um ex-agente secreto, depois de se aposentar, transforma-se num justiceiro que vende os seus serviços pelos classificados.
No filme, McCall (Washington), funcionário de uma loja de materiais de construção e jardinagem, cria uma relação amistosa com uma jovem (Chlöe Grace Moretz) que vive sob o violento jugo da máfia russa. Após uma série de abusos, o homem decide ajudar a menina custe o que custar.
“Não há nada de super humano no que ele faz”, explicou Fuqua também em entrevista por telefone à Efe, ao indicar que as suas habilidades de luta baseiam-se nas que possuem as unidades de operações especiais muito bem treinadas.
“É mais ciência que ficção científica. Há gente que faz isto para o governo como forma de vida”, explicou o realizador.
Fuqua explicou que “parte (dos preparativos do filme) foi também falar com médicos sobre o que acontece com certos tipos de pessoas antes de um momento de violência. A ideia que as pupilas se dilatam, o ritmo cardíaco baixa e tudo é mais calculado para esses indivíduos que têm esse dom”.
Tanto o actor como o cineasta asseguraram ter bem claro quais eram as origens do protagonista - “muito realistas”, disseram - e mostraram-se satisfeitos com o resultado do filme, que gerou muita expectativa nos fãs, como reflectem sites de crítica cinematográfica como o Rotten Tomatoes.
“Acho que temos um filme com o potencial para ser um sucesso”, comentou Washington, que até ao momento não fez nenhuma sequência em toda a sua carreira.
Perguntado sobre a possibilidade de retomar o papel de McCall num novo filme, o actor evitou dar uma resposta clara.
“Não penso numa sequência para nada, mas espero que haja uma razão para pensar nisso. Dir-te-ei em meados de Outubro. O boca a boca está a funcionar e o estúdio está feliz, mas, para fazer uma sequência, primeiro vamos precisar de um sucesso”, disse o actor. Além de Washington e Grace-Moretz, no elenco estão atores como Bill Pullman e Melissa Leo.
Washington e Fuqua trabalharam juntos em “Dia de Treinamento” (2001), filme que valeu ao actor a sua segunda estatueta em 2002, depois da que conseguiu por “Tempo de Glória” em 1990.
No entanto, “O Protector”, onde a acção ganha terreno sobre o drama, não parece destinado a fazer história no Óscar, ao contrário do próximo projecto da dupla.
O actor e o realizador confirmaram à Efe que vão fazer o “remake” de “Sete Homens e um Destino”, um faroeste clássico de 1960 inspirado no filme “Os Sete Samurais” (1954) de Akira Kurosawa.

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