Cultura

Actores levam à cena espectáculo sobre a rivalidade entre os naturais de Catete e Malanje

Manuel Albano

O espectáculo de teatro “Marcas de um Passado”, do grupo Etu Lene, que retrata as intrigas do passado que originaram fortes cenas de violência, entre os naturais de Catete e os de Malanje, é exibido amanhã, às 20h00, na Escola da Jota, junto ao Mercado dos Congolenses, no Distrito Urbano do Rangel.

Fotografia: Dr

“Marcas de um Passado” narra a história de dona Gonga, que não aceita que o filho, Gaspar, contraia matrimónio com a jovem Susana Dya Njinga, por esta ser de Malanje.

Da “rivalidade” de geração, o espectáculo desenrola-se num ambiente de humor à mistura, cria empatia entre o público e os actores, que durante uma hora levam à cena as histórias de um passado, que estão a desaparecer com o passar do tempo.
O encenador Beto Cassua, que anunciou ainda para este ano a estreia de uma peça, disse que os anos passam e a história fica, propósito com o qual o grupo traz à reflexão em “Marcas de um Passado” um assunto que era de difícil resolução, por estarem em causa questões de supremacia entre as duas regiões.
“Esta é uma peça, com uma picada de humor acentuada, que reflecte acontecimentos verídicos que doravante fazem parte da história e que deve ser transmitida às novas gerações, por formas a conhecerem o passado”, disse Beto Cassua.
O encenador lamentou a fraca adesão do público aos espectáculos realizados na Escola da Jota, tendo atribuído esta situação à falta de iluminação pública nas ruas adjacentes à instituição de ensino. “O público está ávido por assistir as peças de teatro, mas a escuridão na área inibe os espectadores de frequentarem o anfiteatro da Escola da Jota”, lamentou Beto Cassua.
O Etu Lene venceu, em 2002, o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Artes do Espectáculo.

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