Actores debatem em Luanda

Manuel Albano |
21 de Janeiro, 2016

Fotografia: Eduardo Pedro

“Solidariedade Teatral como Factor de Unidade e Desenvolvimento Artístico” e “O Exercício da Crítica Teatral nos Processos Criativos dos Grupos” são os destaques dos debates a serem  realizados, às 17h00 dos dias 27 e 28, no Auditório Pepetela, no Instituto Camões, em Luanda.

Por ocasião da quinta edição do programa “Há teatro no Camões”, no primeiro dia, 27, foram convidados como prelectores os encenadores Beto Cassua, Lourenço Mateus, Walter Cristóvão, Emanuel Paim, Flávio Ferrão, Osvaldo Moreira e Carla Rodrigues, que vão animar o debate “Solidariedade Teatral como Factor de Unidade e Desenvolvimento Artístico”.
Ainda no mesmo dia e local, às 19h00, extractos da peça “Kassinda Não Volta Atrás” é apresentada , pelo grupo Nguizane Tuxikane. Na peça, estreada em 1997, conta a história do jovem Kassinda, que por amor aceita as condições impostas pelo sogro, Namunda, de viver em casa deste e ser enterrado vivo caso o mesmo morresse, para poder casar com a filha. O drama começa quando anos depois Namunda e os habitantes da aldeia ficam com dúvida se Kassinda deve ou não cumprir o combinado.
O programa prevê para o dia 28, às 17h00, a realização do tema “O Exercício da Crítica Teatral nos Processos Criativos dos Grupos”, no Auditório Pepetela, que vai ser apresentado por Norberto Matayadi, Marcela de Oliveira, Josias Satumbo, Sidónio Massoxi, Hilário Berson, Adorado Mara e Sani.
Para encerrar as actividades, o grupo Diassonama, no mesmo dia e local, às 19h00, exibe a peça “Hoji ya Henda”, uma narrativa resumida do percurso histórico do herói e nacionalista angolano.
A peça é uma adaptação da história do livro “A Pide na rota de José Mendes de Carvalho”, de Dino Matross. O espectáculo, mostra as influências políticas e sociais, assim como enaltece a bravura e qualidades de Hoji ya Henda, até a sua morte.
O escritor Manuel Rui, a propósito de uma obra de teatro de José Mena Abrantes, refere: “O teatro decorre de uma necessidade vital, apontando sinais de que a representação está em toda a vida enquanto acontecimento social de estética como encontro, comunhão de proximidade ou distância de frente a frente”.

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