Actores e músicos estreiam peça

António Bequengue |
9 de Julho, 2014

Fotografia: DR

“Miguel K. quer justiça” é o título de um espectáculo de teatro germano-angolano a ser estreado amanhã às 20h00 no Elinga Teatro, em Luanda, que junta em palco actores e músicos nacionais, numa realização da embaixada da Alemanha em Angola.

Uma adaptação de José Eduardo Agualusa, da obra “Michael Kohlhaas" de Heinrich von Kleist, com produção de Orlando Sérgio e encenação do alemão Jens Vilela Neumann, o espectáculo é levado à cena pelos actores  Virgílio António, Cláudia Pucuta, Raul Rosário e Orlando Sérgio e os músicos João da Fonseca da Costa, Paulo Jorge Bolota e Luís Pedro da Fonseca.
A encenação vai contar com efeitos multimediáticos e acompanhamento de música ao vivo. O encenador alemão Jens Vilela Neumann encontra-se em Luanda desde o dia 12 de Junho a trabalhar e ensaiar junto com actores e músicos angolanos.
Segundo Lena Viebrock, primeira secretária da embaixada da Alemanha em Angola, a novela original do famoso autor alemão Heinrich von Kleist foi adaptada à realidade angolana exclusivamente para este projecto, tendo como resultado uma história não menos original do que credível.
Na adaptação da obra, Miguel K é pastor no Sul de Angola. Vive em paz com as suas mulheres, os seus filhos e os seus bois. Um dia, ao cruzar a fazenda de um general, em busca de água e de pastagens verdes, vê-se forçado a entregar um dos bois ao proprietário. Miguel K não perdoa a injustiça. Recorre primeiro aos tribunais. Ao compreender a inutilidade de tal gesto - pois todo o sistema está corrompido - deixa-se tomar pela fúria e pelo desespero e lança-se numa guerra inglória.
“Miguel K quer justiça” parte de um conto do escritor alemão Heinrich Von Kleist, inspirado num episódio real ocorrido no século XVI, para tentar mostrar a luta de um homem comum - dividido entre um exacerbado sentimento de justiça e a cegueira do rancor - contra um sistema cruel e desumano.
O espectáculo, que volta a ser exibido no dia seguinte no mesmo local e a mesma hora, visa promover o intercâmbio cultural e apoiar a cena teatral angolana.
Lena Viebrock disse que o projecto vai ter continuação em Moçambique e Zimbabwe e o grande sonho dos participantes é juntar as três adaptações para uma encenação conjunta.

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