Actual abertura do mercado é destacada no Muzongué


4 de Agosto, 2015

O actual crescimento da música angolana é um factor-chave para um maior reconhecimento dos seus criadores e aposta do sector empresarial, defendeu, domingo, em Luanda, o artista Chico Montenegro, que foi o homenageado desta edição do Muzongué da Tradição.

O músico disse que apesar deste crescimento é preciso ainda um maior investimento para que este reconhecimento seja também uma realidade no mercado internacional. Para Chico Montenegro este crescimento é o resultado da acção conjugada de vários actores do mundo cultural angolano, com destaque para alguns empresários nacionais, que muito tem feito em prol da afirmação, divulgação e preservação da música angolana.
Chico Montengro destacou ainda que é preciso ser criado, urgentemente, um “casamento” mais harmonioso entre os músicos mais velhos e os da nova geração, de forma a promover mais a troca de experiências entre as duas gerações.
Natural de Luanda, o músico Chico Montenegro começou a cantar no grupo carnavalesco Os Kazolas do Prenda. Com Zé Keno, Gama, Kangongo, Verry Inácio, Sansão e Didi, o músico fundou o grupo Jovens do Prenda, uma referência do cancioneiro angolano.
A homenagem ao músico Chico Montenegro foi o mote para o grupo Jovens do Prenda, convidados especiais desta edição do Muzongué da Tradição, levarem o público, domingo, no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, a uma viagem ao passado, de quatro horas.

A banda do dia

Com um guião artístico feito a base do melhor que o agrupamento produziu ao longo dos anos, “Os Jovistos” ou “Velhas Glórias do Prenda” interpretaram sembas e boleros, suas marcas registadas, que os tornaram num dos precursores da música angolana.
Apesar da idade de alguns dos seus integrantes, os jovens “velhos” do Prenda interpretaram temas que marcaram uma geração, com destaque a “Makame”, “Manuela” e “Desespero”. Com a lição estudada e dentro do espírito dos Jovitos, Chico Montenegro, o homenageado do dia, também subiu ao palco para interpretar os temas “Lucinda”, “Lamento de pai”, “Isabel” e “Teté”.
O guião artístico do dia incluiu ainda uma passagem os palco de Augusto Chacaia, que cantou “Sandra”, “Comboio” e “Samba Samba”. Mas foi António Paulino, o autor de “Ponta Pé”, que encerrou esta edição do Muzongué da Tradição.

capa do dia

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