Actual momento do hip hop foi debatido em conferência

Filipe da Silva ­| Huambo
21 de Agosto, 2014

A primeira conferência sobre o actual momento do hip hop em Angola realizou-se na cidade do Huambo, com a participação de músicos de Benguela, Luanda e da província anfitriã, na qual se destacou a apresentação do CD “Pulseira USB”, de MCK, e um show público.

Benvindo Serafim, membro organizador do movimento hip hop no Huambo, disse ao Jornal de Angola que depois da província de Luanda, o Huambo é a segunda província em que este estilo de música se faz sentir com maior abrangência, daí que alguns músicos depois de lançarem o seu disco preferem fazer o show no Huambo.
“O rap está vivo. Temos recebido muitas solicitações para a realização de espectáculos na nossa cidade. Huambo já conta com muita produção musical, nada está morto e enquanto estivermos vivos vamos fazer com que o rap se mantenha em cima”, realçou o músico.
O movimento hip hop no Huambo tem intenção de promover espectáculos com a participação de cantores internacionais, com destaque para San de Kid e Azagaia, assim como alguns da lusofonia, para promover e divulgar ainda mais o estilo rap na província.
D. Niga, um dos co-fundadores do movimento no Huambo, disse que neste momento o lema de funcionamento do movimento é “Menos rap e mais hip hop”, de forma a galvanizar o estilo na província e trazer um dos dez melhores rap de África. “Um grande rap tem de ser um verdadeiro activista social e ser acima de tudo homem de valor e de cultura”, disse.
O cantor MCK disse que tem tido passagem regular pela cidade do Huambo, o que já lhe possibilitou realizar sessões de venda e assinatura de autógrafos dos discos “Trincheiras de ideias”, “Proibido ouvir isso” e “Pulseira USB”.
“O Huambo precisa de exaltar a sua tradição, língua, o segredo dos provérbios e a sua cultura”, acrescentou.

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