Cultura

Administração do Benfica propõe ruas com nomes de artistas

A administração do Distrito Urbano do Benfica vai propor os nomes dos músicos Carlos Burity, Waldemar Bastos e Bangão na “toponímia” do Benfica. Além destes, a administração pretende propor ao “Grupo Técnico”, da Administração municipal de Talatona, nomes de outros artistas angolanos.

Fotografia: DR

Os primeiros nomes na lista a ser entregue estão os Carlos Burity e Waldemar Bastos (falecidos esta semana) e Bernardo Jorge Bangão (falecido em 2015). O administrador distrital, Hélio Aragão, disse que a sugestão é uma forma de homenagear os exímios artistas, cujo contributo ajudou a engrandecer e valorizar a cultura angolana, dentro e fora do país.
O músico angolano Carlos Burity morreu, aos 67 anos de idade, em Luanda, vítima de doença. O cantor, que se encontrava internado na Clínica Girassol, na capital do país, iniciou a carreira no início dos anos 70, e em 1974 gravou, com o Grupo Semba, uma selecção de temas que ficaram na história da música popular angolana.

Carlos Fernandes Burity Gaspar iniciou a carreira em 1968. Natural de Luanda, deixou uma vasta obra discográfica, entre os quais “Ginginda”, “Massemba”, “Zuela o Kidi”, “Paxi Iami” e “Malalanza”.
Waldemar Bastos morreu, aos 66 anos de idade, no Hospital de Oncologia de Lisboa, Portugal, vítima de cancro. Nascido na província de Mbanza Kongo, o cantor, galardoado com o prémio de New Artist of the Year, nos World Music Awards, em 1999, estava em tratamentos oncológico há um ano. Em 2018, o músico foi distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, a mais importante distinção do Estado angolano.
Bernardo Jorge “Bangão” falecido em 2015, aos 53 anos, na África do Sul, vítima de doença, foi dos músicos mais referenciados do mercado nacional. Os dois últimos discos que colocou no mercado são “Sembele” e “Cuidado”.

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