Cultura

“Afrotopia” é o tema da Bienal de fotografia

A 11ª edição dos Encontros da Fotografia Africana, conhecida t por Bienal Africana da Fotografia, decorre de 2 de Dezembro de 2017 a 31 de Janeiro de 2018 em Bamako, capital do Mali.

Obra do fotógrafo Seydou Keita referência das artes visuais
Fotografia: Seydou Keita | fotógrafo

A agência de noticias Pana soube junto do Ministério maliano da Cultura, que o encontro é organizado pelo Ministério maliano da Cultura e pelo Instituto Francês, de dois em dois anos.
Segundo a organização, esta edição tem por lema “Afrotopia”, título duma obra do intelectual senegalês Fetwine Sarr, que define “Afrotopia” como uma utopia activa cujo objectivo é “demonstrar, na realidade africana, vastos espaços do possível e fecundá-los”.
Na quarta-feira, a comissão organizadora do evento recebeu mais de 300 candidaturas que devem escolher as melhores que para serem retidas para a competição.
Os Encontros Fotográficas de Bamako, que começaram em 1994 por iniciativa do então  Presidente maliano, Alpha Oumar Konaré, constituem, segundo os organizadores do vento, a principal manifestação consagrada à fotografia contemporânea e às novas imagens em África.

Histórico

Seydou Keïta, Malick Sidibé e Alioune Bâ são nomes que deixaram a marca do Mali na história da fotografia mundial. Os seus retratos em preto e branco, que se espalharam pelas galerias de arte internacionais a partir dos anos 60, revelaram uma paixão pela arte de fotografar que percorria as veias do país tanto nos caminhos profissionais quanto nas manias da sociedade. Além do arquivo artístico, são inúmeros os álbuns de família preservados como tesouros em cada casa que guardam um valioso registro das últimas décadas no país, oficializando  a tradição, nos anos 90 o Mali ganhou a responsabilidade de tornar-se a sede da Bienal Africana de Fotografia ao mesmo tempo em que sua capital Bamako recebia o título de Capital Africana da Fotografia.

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