Alcione canta êxitos de carreira em Luanda

Manuel Albano |
18 de Agosto, 2016

Fotografia: Mota Ambrósio

O resultado de uma carreira artística de 44 anos de sucessos da cantora Alcione é apresentado amanhã, a partir das 20 horas, durante um espectáculo de gala a ser realizado no palco do Dream Space, no Kikuxi, no município de Viana.

A cantora brasileira, que chega a Luanda, no mesmo dia do concerto, vai dividir o palco com Yola Semedo, uma das maiores vozes angolanas femininas da actualidade, anunciou ontem ao Jornal de Angola o coordenador de publicidade e marketing do espectáculo.
Zé Maria explicou que Alcione cancelou várias actividades no seu país para “atender” ao convite de Angola. “Estamos a preparar condições para um espectáculo durante quatro horas e para mais de duas mil pessoas”, garantiu.
Para Alcione, disse o responsável, “foi um prazer receber novamente um convite para estar em Angola e poder partilhar as suas experiências com os angolanos e brasileiros residentes no país”.
Zé Maria disse que a cantora brasileira actua num país que conhece bem, razão pela qual vai ser mais uma oportunidade para os admiradores compareceram ao espectáculo e apreciarem os dotes da “Marron”, como é tratada pelos brasileiros, que vai interpretar músicas de sucesso como “Você me vira a cabeça”, “Faz uma loucura por mim”, “Uma nova paixão”, “Meu Ébano”, “Jóia rara”, “Gostoso veneno” e “Não deixe o samba morrer” . Além desses temas, Alcione tem interpretado nos seus espectáculos outros sucessos como “Sufoco”, “Rio antigo”, “Nem morta”, “Garoto maroto”, “A profecia”, “Delírios de amor”, “Depois do prazer”, “Enquanto houver saudade”, “Estranha loucura”, “A loba”, “Retalhos de cetim”, “Qualquer dia desses”, “Pode esperar”, “O que eu faço amanhã”, “O surdo” e “Pandeiro é meu nome”.
Considerada um dos orgulhos dos habitantes de São Luís do Maranhão, Alcione recebeu várias homenagens não apenas na sua terra natal como em diversas partes do Brasil. Alcione virou nome de um importante teatro, localizado no centro histórico da sua terra natal. Em 2003 foi inaugurado, também na sua terra natal, o Elevador Alcione Nazareth, que liga os bairros Ipase e a vila Palmeira. No Rio de Janeiro, foi tema de samba-enredo em 1994 da escola de samba Unidos da Ponte, embora a cantora se declare admiradora da Mangueira.
Alcione recebeu diversos prémios ao longo da carreira, dos quais vários discos de ouro e platina. Uma prova disso, desde do início do Prémio Tim de Música que ela é eleita como a melhor cantora de samba, fazendo parte também do ABC da Música composto por A (Alcione), B (Beth Carvalho) e C (Clara Nunes).
“Marrom” é conhecida como uma das maiores sambistas do Brasil. Alcione afirma que sempre teve a música na sua vida. “Desde criança, acompanhava o meu pai na banda da Polícia Militar, na qual era maestro”, explicou.
Nascida em São Luís do Maranhão, a cantora viveu a sua juventude no Rio de Janeiro e iniciou a carreira profissional aos 20 anos. A primeira aparição em público foi na antiga TV Excelsior.
Em 1972, gravou o primeiro disco e um ano depois gravou outro, mas nenhum deles deu a Alcione o sucesso merecido. Nessa época, a sua voz e o trompete já haviam conquistado produtores internacionais e, sem o reconhecimento do público brasileiro, Alcione passou dois anos em digressão noutros países, como Portugal e México. A artista tem 44 anos de carreira e ao longo deste períoco editou 34 discos.

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