Alertas sociais apresentados em disco

Adriano de Melo |
27 de Agosto, 2016

Fotografia: Mota Ambrósio |

Chamar a atenção dos jovens para determinados comportamentos errados é o cerne do álbum de estreia do cantor Isnell Shanell, “A conduta faz o homem”, que chega ao mercado entre Novembro e Dezembro.

No momento, disse ontem o músico ao Jornal de Angola, faltam finalizar alguns detalhes quanto à edição do CD, que traz o selo da Matcho Entendimento e da Bem Fundo Record.
O disco, adiantou, tem 12 faixas, interpretadas nos estilos rap, guetto zouk e r&b. Entre os cantores convidados, destacam-se Extremo Signo, Paulino Pinheiro, Jesse Bow, Nicka Fred, Jefferson Santana, Seven e Wyma Nayabe.
Com anos de experiência no rap, o cantor informou que procurou, no seu CD de estreia, fugir um pouco deste estilo e explorar outros. “Quero ser um músico e não um simples cantor de rap. Tenho tido aulas de música para alcançar este objectivo. O disco já vai dar ao público uma prova desta formação”, disse.
Para o cantor, o mercado ainda continua difícil para os jovens artistas, mesmo para os que têm talento. “Porém, ainda existem alguns empresários que reconhecem um potencial músico e apostam nele”, adiantou. Outro problema, acrescentou, são os estilos como o rap, ou o r&b, mais ligados aos jovens e pouco valorizados pelos patrocinadores, que preferem investir no semba ou na kizomba.
“Embora seja muito comum os empresários fazerem apostas rentáveis ou que podem gerar lucro mais facilmente e, por isso, os artistas consagrados sejam os favoritos, às vezes, eles, os produtores e promotores acabam por desincentivar os jovens talentos, com potencial. Estas barreiras devem ser eliminadas o mais rápido possível.”
Uma das vantagens, actualmente, destes jovens cantores, disse, são as redes sociais, onde ferramentas como o Facebook ou o Whatsapp, utilizadas para divulgarem os seus trabalhos e conquistarem um público, antes da estreia dos seus álbuns.
O título “A conduta faz o homem”, esclareceu, surgiu como sugestão, pelo conteúdo das letras, que, no geral, é uma chamada de atenção para o actual relacionamento entre os jovens, onde os bens materiais prevalecem sobre o afecto, os efeitos da traição, as rivalidades e desentendimentos criados pela ânsia de vencer na vida.
“Em parte, as letras foram escritas como parte da minha própria experiência pessoal de vida. Acredito que a maioria dos jovens vai poder se rever nelas, porque são baseadas em partes do quotidiano muito comuns a qualquer um. A ideia não foi só fazer críticas, mas também deixar conselhos”, explicou.
“Carta para minha ex” e “Mulher” são os dois temas promocionais do CD, que já estão a tocar nas rádios, como uma amostra do teor das letras, onde as mulheres também têm um lugar de destaque, enquanto centro da família angolana.

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