Alfarrabista preocupado com aculturação

Manuel Albano |
2 de Julho, 2015

A preservação e maior divulgação da tradição oral angolana e dos princípios identitários da angolanidade devem ser uma das principais preocupações dos autores nacionais, disse ontem em Luanda o alfarrabista João António.

Um dos alfarrabistas mais antigos de Luanda, João António mostra-se preocupado com a crescente aculturação dos jovens e pretende contribuir para o fortalecimento da cultura nacional.
João António pretende colocar no mercado, ainda este ano, dois livros, um de poesia, “O que sonhei”, e outro de adivinhas, “Os meus enigmas”. O primeiro tem 48 poemas, em 100 páginas, com destaque para os poemas “O que sonhei e fui forçado a transmitir”, “O legado que não esqueci para deixar” e “As adversidades que nos traz a vida”.
O alfarrabista aposta neste género literário por ser um dos que estão mais próximos dos jovens angolanos e no qual facilmente se revêem. “São versos escritos de forma a deixar um legado aos jovens e nos quais também está reflectida parte da minha própria vida.”
O livro de adivinhas, com 100 enigmas, foi escrito para que os leitores possam reflectir sobre alguns aspectos típicos das tradições de vários povos de África, Europa e América.
As adivinhas, explicou, resultam de investigações e dos livros que tem lido ao longo dos 30 anos como alfarrabista. “Procurei recuperar, com algumas investigações, um pouco da riqueza e da diversidade da tradição oral angolana, para mostrar aos jovens”, destacou o autor.
Natural da província do Uíge, João António desenvolve a sua actividade de alfarrabista nos arredores do bairro Terra Nova.

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