Álvaro Macieira expõe no Camões


27 de Janeiro, 2016

Fotografia: Arquivo | Edições Novembro

“Artefactos Partilhados” é o título da exposição de Pintura e Instalação dos artistas plásticos  Álvaro Macieira e Paulo Amaral, a ser inaugurada sexta-feira, pelas 18h30, e que fica patente ao público até dia 19 de Fevereiro, no Instituto Camões - Centro Cultural Português, em Luanda.  

A exposição apresenta trabalhos inéditos, mais recentes, dos dois artistas, numa homenagem ao pintor alemão Horst Poppe, que foi o principal mentor do “Grupo Cultural Conexões”, criado em Luanda em 2001.
 Em comunicado de imprensa o Instituto Camões refere que passados cincos anos desde o falecimento de Horst Poppe, os artistas (“Conexantes”, como alguém já os denominou), os dois artistas concentraram a sua inspiração criadora numa viagem ao passado, evocando e homenageando, com “Artefactos Partilhados”, a memória e a obra de um conceituado artista, mas sobretudo de um grande humanista.
“Um hino à amizade e uma ode à universalidade da arte, capaz de derrubar todas as barreiras e fronteiras”, lê-se no comunicado, que acrescenta que: “O Grupo Cultural Conexões regressa ao contacto com o público  com novas propostas, novas confluências, novos encontros e novas conexões, mantendo viva ideia subjacente a sua criação,  embora reajustada a um novo tempo”.
Neste mostra de arte, refere o documento, Álvaro Macieira reencontra-se com a sua terra mãe, através das máscaras carregadas de simbologia, na qual destaca figuras diversa, sobretudo femininas, flores e aves povoam as suas telas de pintura, numa renovada e embriagante sinfonia cromática.
O artista transmite alegria em “Angola- Kiesse Twina Kyao” e “Angola- Kiesse Kumutimal”, presta homenagem à mãe em “Angola-Mangudi” e à mulher em “Angola-“Angola uma Flor para a Mulher”, dedica a Hosrt Poppe “Angola Sonhos e Gestos de Mulher” e “Olaripó”, relembra um amigo em “Angola - Kubanza Kamba di Mote” e “Kamba Diami” e enaltece a sua cidade em “Noite de Lua Cheia em Luanda”.
Já Paulo Amaral, para além de prosseguir e aprofundar alguns temas da cultura angolana que pesquisa há alguns anos, no âmbito do projecto  “simbologiando”, com enfoque na cultura Tchokwe, particularmente os desenhos na areia (sona), como o típico “Sinais do Tempo”, vai mais além na exploração de  outros territórios, como o triplico “Rupestres”, inspirado na grutas de Tchitundo Holu em Malanje, ou “Lágrimas”,  produzidas pelas glândulas lacrimais, que tanto podem exprimir sentimento de dor, como de alegria. 
O pintor traz-nos ainda  vultos de imagens difusas, em “Sombras” e  faces com olhos nariz e boca, em “Imagens”  e ainda  “Visões”, onde cruza real e  imaginário, assim como desenvolve ainda outros exercícios artísticos inéditos, com instalações que resultam de recolha e reciclagem de materiais diversificados, aos quais vai dando sentido.

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