Ângelo de Carvalho é o grande vencedor

Roque Silva |
30 de Abril, 2016

Fotografia: Paulino Damião

A qualidade, a estética e a abordagem nas obras “Luanda cosmopolita - salada mista” e  “Lá... nas bandas” de Ângelo de Carvalho, concederam ao artista plástico o primeiro lugar do Grande Prémio de Pintura e Prémio Especial Província em Pintura, em representação do Cuanza Sul, respectivamente, da oitava edição do Prémio Ensa - Arte.

Os quadros, produzidos a óleo sobre madeira revestida de serradura e com as dimensões de 110x180 centímetros, se superiorizam a outros 25 trabalhos de pintura finalistas de igual número de artistas.
O primeiro, intitulado “Luanda cosmopolita - salada mista”, reúne um conjunto de imagens que representam usos, costumes e comportamentos dos habitantes da província de Luanda, uma proposta para a reflexão permanente dos problemas que afligem directamente a vida destes, entre os quais o congestionamento no trânsito, o comercio ambulante e desordeiro e os amontoados de resíduos sólidos.
A peça é um olhar artístico sobre a capital angolana com desenhos de edifícios, táxis, pneus e artigos comercializados na via pública.
A peça “Lá... nas bandas” realça a beleza de uma aldeia afastada da cidade, com uma paisagem do seu meio circundante, na qual se destacam o verde, o barro e as as montanhas. Ricardo Ângelo é o segundo classificado do Grande Prémio de Pintura e venceu o Prémio Alliance Française em Pintura, com o quadro “H20 = vida”.
A obra, pintura sobre fundoacrílico e spray preto em “stencil”, com 81 x 100 centímetros, representa o valor da água na vida humana, com desenhos de uma adolescente a transportar água do chafariz para casa.
O artista plástico Maiomona Vua foi eleito o primeiro classificado do Grande Prémio de Escultura, com a peça “Convergência Feminina”. O obra, feita com técnica mista, contraplacado, argila cozida, pastilhas e cola, mostra situações problemáticas vividas pelas mulheres angolanas de diferentes estratos sociais no seu dia a dia.
Sozinho Lopes é o segundo classificado do Grande Prémio de Escultura, com a obra “Maxixi, a iniciação”.
O Prémio Juventude em Pintura recaiu para Silvestre Panzo, com o quadro “Angola, 40 anos”, e em Escultura, para Gelson Matias, com a peça “A maior solidariedade”.
Os vencedores de cada categoria troféu receberam cheques que variam entre um milhão e 500 mil kwanzas e  350 mil kwanzas, além de estatuetas, diplomas de mérito e quites para a produção.
O júri não atribuiu troféus aos Prémio Alliance Française de Escultura e ao Especial Províncias em Escultura.
As menções honrosas foram atribuídas a Pacheco Dito, em escultura, e Mário Nunes, Renato Fialho e Zeca Nicolau em pintura.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA