"Angola Ano Zero" exibido em França


4 de Dezembro, 2014

Fotografia: Divulgação |

O Festival de Cinema Lusófono e Francófono (FESTAFILM), que se realiza, em Montpellier, sul de França, entre os próximos dias 18 e 21 tem com o objectivo de lutar contra a “imagem distorcida” da lusofonia.

Flávia Vargas Pailhes, a directora de programação do festival, sublinhou que, “em França, o cinema lusófono em cartaz não representa o que acontece de melhor na actualidade de cada país”. A ideia, disse, é mostrar um pouco da cultura lusófona com o cinema fora do circuito comercial normal.
No festival, que quer “criar uma sintonia entre a francofonia e a lusofonia” , são apresentados mais de 80 filmes - longas-metragens, documentários e curtas-metragens - de Angola, Brasil, Portugal, Guiné-Bissau, França, Bélgica e Luxemburgo. De Angola é exibido o documentário “Angola Ano Zero”, do realizador Ever Miranda e do produtor Ngoi Salucombo. Do Brasil são apresentados “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro - a película escolhida para representar o Brasil na corrida do próximo ano ao Óscar de melhor filme estrangeiro - e “Cidade de Deus – 10 anos Depois”, um documentário de Cavi Borges e Luciano Vidigal.
 “A Sétima Vida de Gualdino”, do realizador português Filipe Araújo, “Les Mauvais Rêves de Monsieur Antunes”, da franco-portuguesa Maria Pinto, sobre o escritor António Lobo Antunes, e “Portugal, l’Europe de l’Incertitude” , do francês François Manceaux, também são apresentados no festival.
A Guiné-Bissau está representada pela curta-metragem “Tabatô”, de João Viana, e pelo documentário “Geração do Amanhã”, de Carlos Vaz. O FESTAFILM nasceu em 2008 para dar a conhecer ao público francês os filmes em língua portuguesa, embora Flávia Vargas Pailhes reconheça ser “muito difícil trazer filmes da África Lusófona”.

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