Cultura

"Angola makonzu" em mostra no Camões

"Angola makonzu" (palavra em umbundo que em português significa aplausos) é o título da exposição do artista plástico Álvaro Macieira,

Álvaro Macieira
Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

Na mostra aberta ao público até dia 28 deste, está visível o talento, sensibilidade e intuição inatos, influências e ensinamentos do pintor, assimilados ao longo da vida, disse a directora do Camões - Centro Cultural Português, Teresa Mateus.
“Na sua observação, Álvaro Macieira, procura estabelecer um estreita ligação às raízes angolanas, privilegiando a filosofia dos provérbios, contos e histórias que ouviu na infância rural”, destacou a directora.
A responsável relembrou a primeira exposição individual de Álvaro Macieira “África mitológica”, apresentada nesse mesmo espaço, em 1999, como sendo o início de uma viagem, marcada pela permanente inquietude na busca incessante de renovação do seu exercício artístico, sem prejuízo do seu traço identitário como artista. A directora do Camões explica que em “Angola makonzu”, Álvaro Macieira revisita a cultura ancestral de Angola e de África. As máscaras, carregadas de simbologia, regressam reinventadas nas suas formas, numa intensidade cromática, onde predominam os tons quentes, porque não há África sem máscara, nem esculturas. 
Na mostra, o artista revisita rituais, mitos e lendas ligados à cultura, que têm sido a sua recorrente fonte de inspiração e a matriz da sua criação artística. Elementos escultórios tradicionais, corpos, cabeças, pássaros, estranhas figuras, monstros mágicos e formas míticas desfilam nas suas telas, num traço firme, que mitiga o abstracto e o figurativo.
Álvaro Macieira revisita e exalta a cultura ancestral, lançando um olhar sobre o longo caminho percorrido da História de Angola e, simultaneamente, celebra, com aplausos, o futuro de esperança que augura para Angola.

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