Cultura

Angolanos e cabo-verdianos “assaltam” a “festa” do Zouk

Os angolanos Paulo Flores e Impactus 4 e a dupla cabo-verdiana Beto Dias e Suzana Lubrano foram as principais referências da segunda edição do Festival Zouk, realizado na Baía de Luanda, que teve, este ano, como destaque estrelas da música antilhana como Jean Michel Rotin e Tanya ST Val.

Depois de anos de ausência a banda Impactus 4 regressou novamente aos palcos e mostrou que ainda tem uma legião de fãs
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

Com um cardápio musical bem conhecido do público, que teve, em algumas ocasiões, o direito de escolha de temas, Paulo Flores, Impactus 4 (comandado por Yola Semedo), Beto Dias e Suzana Lubrano marcaram o ritmo do festival, realizado sábado, dando-lhe um caris mais português e relegando para um plano “secundário” os antilhanos.
Os Impactus 4, que subiram ao palco depois das passagens de Halison Paixão, Gerilson Insrael e Landrick, começaram a actuação com os manos Yola Semedo, Jorge, Eduina e Alcino, a interpretarem “Como te Amo”, “Olha Fruta”, “Sem Você” e a fechar com “Ingrato”.
Impulsionados pelos fãs que os acompanharem em alguns temas, os integrantes do grupo justificaram, em palco, a razão do convite da organização, dando mostras de, apesar da ausência de 12 anos, continuam entrosados e têm empatia com o público.
Num ambiente de festa, com o público como principal incentivador, o grupo despediu-se dos fãs com “Magui”, deixando o palco para uma voz e um rosto bem conhecido nas lides musicais, Paulo Flores, que, impulsionado pelos mais jovens, aproveitou os 40 minutos de actuação para brindar os fãs com temas como “O Povo”, com o qual abriu a viagem ao passado.
Num à vontade, marca que o caracteriza nos palcos, Paulo Flores recuou no tempo e foi ao baú buscar “Coisas da Terra”, “Reencontro”, “Coração Farrapo”, “Processos da Banda”, “Inocente” e “Baju”, para satisfação dos fãs. Com a noite a caminhar para o fim, o músico abandonou o palco, por volta das 23h40, dando espaço para Jean Michel Rotin.
O músico antilhano, apesar dos 49 anos de idade, fez por merecer. Em quase 50 minutos em palco, mesmo a cantar temas quase desconhecidos pela maioria do público, maioritariamente, jovem, conseguiu levar todos por uma viagem nostálgica. Do baú, Jean Michel Rotin tirou temas como “Why Now”, “Sé Baw”, “Adié an Nou”, “Un Homem” e “Bondyé”. O artista procurou sempre interagir com o público.
Outra das surpresas da noite foi Tanya ST Val, que, mesmo com 54 anos de idade, conseguiu dar ao público uma amostra da afirmação do zouk no mercado mundial. A artista, a última convidada das Antilhas a subir ao palco, começou a actuar por volta da meia noite. Do repertório da cantora, o público ouviu, entre outros, “Tropical”, “Lanmou”, “Carole” e “Fann”. No final, pelo ânimo em palco, recebeu inúmeros aplausos da plateia.
Ao cair do pano, já os ponteiros dos relógios apontavam para a 01h22, quando subiu ao palco a renomada cantora cabo-verdiana Suzana Lubrano, que interpretou “Fofo”, “Razão nha Vida” e “Reservan”, cantadas a solo.
Depois, foi a vez de Beto Dias subir ao palco e brindar o público com “Si sa Beba”, “Visuado na bo”, “Até 1 Dia” e “Vítima de Paixão”. Os músicos ainda dividiram o palco, num dueto muito aplaudido pelo público, com temas conhecidos como “Ki Vida”, com os quais encerraram o festival, criado pela Moments Evento.

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