Cultura

Angolanos e brasileiros unidos pela arte e cultura

Angola foi homenageada na cerimónia de abertura da décima edição do Festival Internacional das Artes de Língua Portuguesa (Festlip), que decorreu de 8 a 11 do corrente mês, no Teatro Firjan do SESI, no Rio de Janeiro,  pelos 43 anos de Independência Nacional.

Paulo Matomina iniciou a actuação na abertura do festival com o Hino Nacional ao som da viola
Fotografia: Edições Novembro

Paulo Matomina, uma das promessas do mercado musical angolano, convidado  a participar no certame, abriu a sua performance à base de voz e violão com a entoação do Hino Nacional, seguindo-se a interpretação de temas do primeiro disco “Não Pára”, lançado em 2013, com destaque para a canção “Desliza”, tendo depois revistado clássicos angolanos, o que lhe valeu aplausos de pé.
A directora artística e mentora do festival, Tânia Pires, que falou sobre a importância da cultura para o fortalecimento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reforçou o apoio dos órgãos de comunicação social angolanos, na divulgação das actividades do Festlip, e este ano, com particular destaque para a cobertura da TPA Internacional.
Tânia Pires felicitou os angolanos pela comemoração dos 43 anos de Independência Nacional, o que “nos faz sentir parte integrante desta data pelos laços históricos”, tendo referido que o dia da Independência de Angola, país membro da CPLP, “constitui um marco de soberania e liberdade, porque o festival simboliza a união de ambas as  culturas.”
O embaixador de Angola no Brasil agradeceu a homenagem feita pelo festival e elogiou os organizadores da iniciativa, por considerar o certame “um verdadeiro espaço de interacção cultural e um belo exemplo de como pensar e valorizar a arte que deve receber de todos uma atenção especial.”
Nelson Manuel Cosme lembrou que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer a Independência de Angola. “Homenagear o país neste festival é recordar que o Brasil foi a primeira nação do mundo a reconhecer a independência do nosso país, num período conturbado da história dos angolanos”, afirmou.
A abertura do Festlip edição 2018 contou ainda com a presença da vice-cônsul de Angola no Rio de Janeiro, Suzana Pedro, do cônsul honorário de Cabo Verde, no Rio de Janeiro, Pedro António dos Santos, e do dramaturgo José Mena Abrantes.

Mostra “Marcas de Angola” 

A exposição “Marcas de Angola”, de  Albino da Conceição, patente até ao próximo ano, no Centro Cultural Casa de Angola na Bahia, em Salvador,  foi  inaugurada há uma semana, nos festejos dos 43 anos da Independência.
A mostra reúne dez obras que retratam a fauna, as zonas turísticas e paisagens marcantes do país, tendo a cerimónia de inauguração contado com a animação musical do DJ Fábio Lima, que apresentou um repertório especial de ritmos angolanos e de outros países africanos, como semba, kizomba, afro house, kuduro e rap.
Nascido em Luanda, em 1963, Albino da Conceição é licenciado em Pedagogia do Desporto e Treino de Handebol, na Bulgária. Mas as artes plásticas estão na sua vida desde a adolescência, quando teve início a sua paixão pelo desenho. O pintor é integrante da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP) desde 2013. Já realizou exposições individuais, a exemplo de “Pinturas do Coração”, na Academia BAI, em Luanda (2015), “Reflexos”, na Galeria Nuno Sacramento, em Aveiro, Portugal, (2016).

Festa no país do samba

A Orquestra Sinfónica de Brasília apresenta-se no dia 22 de Novembro, no Cine Brasília, à comunidade angolana e académica local para interpretar clássicos e canções contemporâneas angolanas, inserida nas comemorações do 11 de Novembro.
A Embaixada de Angola no Brasil comemorou neste final de semana o 43º aniversário da Independência Nacional com a realização de uma série de actividades.


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