Cultura

António Ole expõe em Veneza e Luanda

“Magnetic memory - historical resonance” é o título da mostra do artista António Ole inaugurada, simultaneamente, sexta-feira no Pavilhão de Angola, na 57ª edição da Exposição Internacional de Arte Contemporânea da Bienal de Veneza, até 26 de Novembro, e no Palácio de Ferro, em Luanda, até 17 de Junho.

Obras do artista António Ole (à direita) estão patentes simultaneamente em Itália e Luanda
Fotografia: Edições Novembro

Trata-se de uma mostra em filigrama de António Ole, revelando o seu universo conceitual, um projecto que vai propor a reflexão e a celebração da trajectória da história recente de Angola a partir do olhar poético do cinema nacional e da ancestralidade ao longo dos últimos 40 anos.
A realização simultânea da exposição possibilita aos angolanos a mesma reflexão e celebração dos acontecimentos que decorrem no Pavilhão de Angola, em Veneza (Itália), através da mostra exposta no primeiro piso do Palácio de Ferro, na capital angolana. Durante o evento, que decorre entre Veneza e Luanda, são exibidos cinco filmes, nomeadamente “Carnaval da Vitória” (1978), que regista imagens do I Carnaval na Angola independente, “Ritmo do N’gola Ritmos” (1978), que aborda o processo de resistência de um dos grupos musicais mais antigos do país e “No caminho das estrelas” (1980), faz uma singela homenagem ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, bem como “Conceição Tchiambula - um dia, uma vida” (1982), que retrata a luta diária de uma camponesa para sustentar a sua família e, por fim, o ensaio poético denominado “Sem título” (2006), que destaca as preocupações ambientais, bem como a protecção da fauna nacional.
Para esta edição da Bienal de Veneza, foram convidados 120 artistas, de um total de 51 países de todos os continentes. Angola marca presença pela terceira vez, tendo em 2013 conquistado o Leão de Ouro pelo conjunto da obra do fotógrafo Edson Chagas. Nesta edição de 2017, a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, é a comissária do pavilhão angolano, ao passo que Marita Silva e Paulo Kussy, os curadores.
Refira-se que José António de Oliveira, nascido em Luanda, em 1951, vive e trabalha nessa cidade. Adoptou como nome artístico António Ole em 1967, aos 16 anos, altura em que realizou a sua primeira exposição de pintura.

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