Apelo de artesãos à industrialização


14 de Agosto, 2016

Os artistas plásticos e artesãos que participam na Expo-Huíla defenderam, ontem, no Lubango, a necessidade da criação de uma indústria do artesanato que permita produzir diversos obras com a utilização de materiais internos.

A exposição  encerra hoje e apresenta pintura, estatuetas de madeira e pedra, cestaria, olaria, adereços femininos e vestuário, fabricados por 200 expositores, entre nacionais e estrangeiras.
Os artistas afirmaram à Angop que o surgimento de uma indústria de artesanato  permite fabricar regularmente peças com mais qualidade, criando várias séries para ampliar as vendas.
A artesã Edna Leite, da província de Benguela, sublinhou que uma indústria de artesanato visa proporcionar às pessoas interesse pelas artes e pode gerar mais empregos quer para jovens quer para adultos. “Uma infra-estrutura de artes vai permitir que os artistas tenham maiores oportunidades para venda dos seus trabalhos sem grandes dificuldades”.
A artesã da província da Huíla Vera Patrício vende na feira peças feitas com material reciclado, como candeeiros, porta-guardanapos, colares para homens e mulheres, na sua opinião, se tivesse produzido numa indústria seria em grandes quantidades. A falta de matéria-prima, disse a artesã,  condiciona a produção em grandes quantidades. O artista plástico Constantino Cordeiro, de Luanda, afirmou que uma indústria de artesanato constitui uma abertura de portas e oferece  oportunidades para o sucesso da arte, o mesmo acontece com o sector da moda.

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