Arte angolana em catálogo italiano

Manuel Albano |
12 de Junho, 2016

Fotografia: DR

Diversidade e mudança são as referências dos 140 quadros de artistas angolanos publicados no catálogo “A sabedoria é como o Embondeiro” deste ano da colecção internacional de arte “Imago Mundi”, em Itália.

O secretário para as actividades culturais e intercâmbio da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP) explicou que o convite para a participação no catálogo veio da presença de Angolana Bienal de Arte de Veneza em 2013, onde conquistou um Leão de Ouro graças ao trabalho do fotógrafo Edson Chagas.
O resultado obtido por Angola nessa estreia, adiantou Kabudi Ely, permitiu “abrir portas” aos criadores nacionais no mercado internacional de arte, em especial no italiano, um factor importante para o empresário italiano Luciano Benetton, mentor do “Imago Mundi”, decidir criar uma parceria com a UNAP.
Desta parceira resulta a realização de uma conferência de imprensa na terça-feira, dia 14, pelas 10h00, nas instalações da UNAP, onde vai ser apresentado ao público o catálogo da “Imago Mundi”.
Kabudi Ely disse que a ideia é mostrar a dinâmica dos criadores que influenciados por outras culturais têm explorado a imaginação e pesquisado sobre os princípios culturais e costumes dos seus povos. O projecto cultural, sem fins lucrativos, tem como objectivo criar um mapeamento das diferentes experiências artísticas contemporâneas de 80 países do mundo. Na colecção, cada país é representado pelas obras de artistas consagrados e novos talentos.

Tertúlia dos artistas

“Direitos de autor, Conexos e Propriedade Intelectual” é o tema de um encontro que se realiza no dia 22 no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), em Luanda, dentro deste projecto artístico, por iniciativa da Direcção Nacional do Direito de Autor.
O programa de actividades inclui a realização em Julho de uma homenagem a um artista plástico angolano, acto com periodicidade quinzenal para incentivar a troca de experiência em tertúlias. Ao longo dos anos, justificou Kabudi Ely, a UNAP tem estado a acompanhar a dinâmica social do país, procurando criar parcerias. “As artes plásticas ainda não são sustentáveis, por isso é importante continuar a buscar intercâmbios”, assegurou.
Para Kabudi Ely, a arte também deve seguir essa dinâmica, porque nenhuma actividade se desenvolve “com displicência e a arte deve ser desenvolvida com acções positivas e consensuais.”

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