Arte considerada essencial à identidade

Manuel Albano
9 de Outubro, 2015

Fotografia: Eduardo Pedro

As artes e a comunicação social têm um papel essencial na construção e desconstrução das identidades, assim como na preservação dos hábitos e tradições nacionais, defendeu, ontem, em Luanda, Albino Carlos, num debate promovido pela União dos Artistas Plásticos para comemorar os  38 anos da associação.

A questão da identidade, destacou, é um processo fundamental, particularmente neste período de reconstrução do país, devido a sua diversidade cultural e étnica. “Vivemos numa época marcada pela uniformização de processos, que se repercutem nos padrões e valores hegemónicos, por isso temos de assumir as rédeas dos fundamentos simbólicos da identidade cultural.”
Albino Carlos disse que os artistas e os meios de comunicação social sempre tiveram um papel importante no processo de construção do imaginário social e acrescentou ser importante  uma maior valorização da diversidade cultural e da reconciliação nacional.
Albino Carlos  apresentou o tema “O papel dos artistas e jornalistas na contribuição da identidade nacional”, considera estes preceitos desafios urgentes, especialmente pela actual crise de identidade provocada pela globalização.
O jornalismo, disse, também tem pautado, desde finais do século XIX, como um dos grandes promotores do processo de construção da identidade nacional, através de nomes como José de Fontes Pereira, Cordeiro da Mata ou António de Assis Júnior, “que contribuíram na luta pela construção da identidade”.
Jomo Fortunato falou sobre “A Cultura na comunicação social” e referiu que a especialização dos jornalistas culturais, nas mais variadas disciplinas artísticas, pode ajudar a difundir com maior profundidade os conteúdos culturais nos meios de comunicação social.
  Joaquim Simão falou sobre “A Tributação em Angola” e abordou também a questão da figura dos profissionais liberais, como os artistas plásticos, que devem pagar  imposto de rendimento de trabalhador por conta própria e o imposto de aplicação de capitais, que inclui ainda os direitos de autor.
No final, o presidente da mesa da assembleia da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP) disse que, apesar das dificuldades, a instituição tem criado condições para dar maior dinâmica às produções artísticas e para valorização dos seus associados.
Manuel de Oliveira acrescentou que a UNAP pretende continuar a criar debates que possam trazer auxílios ao enriquecimento da instituição. “Temos em carteira vários projectos a ser  implementados nos próximos tempos que incluem um maior movimento artístico.”

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