Arte cubana e brasileira em Luanda

Roque Silva |
1 de Junho, 2016

Fotografia: Paulino Damião |

Os usos e costumes dos cubanos e brasileiros são apresentados aos angolanos, na 11.ª edição do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (FESTECA), de 8 a 17 de Julho, no Centro de Animação Artística (ANIM’ART), em Luanda, durante a actuação das companhias artísticas Hubert de Blanck e Vinícius & CIA.

Hubert de Blanck, proveniente de Cuba, e Vinícius & CIA, do Brasil, juntam-se a outros grupos de teatro estrangeiros anteriormente anunciadas, com destaque para o Figurentheater (Alemanha), The Homeless (Itália), RIzzo (Brasil), Mahamba e Makwerhu (Moçambique).
O director do festival disse ontem que as companhias são aguardadas com expectativa pela comunidade de teatro da capital, devido a experiência adquirida ao longo dos anos.
Orlando Domingos adiantou  ainda que o grupo Viluzia, do Cuanza Norte, confirmou, na última hora, a sua participação no festival.
Este ano o festival tem a participação do Julu, Elinga, Etu Lene, Horizonte Njinga Mbande, Njila, Twana, Projecto Resgarte (Luanda), Kussa Mavu, Tic Tac, Nguindu Zetu, Nova Cena e Muenhu (Cazenga).
Os representantes das províncias são Omuenhu, do Namibe, Ombaka, de Benguela, e Nova Lua, do Cuanza Sul. Além dos espectáculos, o Centro de Animação Artística do Cazenga alberga oficinas de teatro  e encontros entre os responsáveis de cada um dos grupos participantes na actividade.

Programação

Especialistas estrangeiros em artes cénicas vão dar formação a actores e encenadores angolanos, no âmbito do FESTECA. Os especialistas vêm ao país para ministrar palestras sobre o estado actual do teatro. Entre os temas a ser  debatidos constam “Considerações sobre o Ensino das Artes no Mundo”, pela professora de música e actriz italiana, Katie Fagotti, e “O crescimento e reforço do intercâmbio África - Brasil no Domínio do Teatro”, proferido pelo director da companhia RIzzo, Flávio Spicie.
Ernesto Langa, director do grupo de teatro moçambicano Mankuheru, fala sobre “O intercâmbio teatral entre os jovens africanos - Angola e Moçambique”, enquanto David José, director do colectivo Mahamba e professor da Universidade moçambicana Eduardo Mondlane, apresenta o tema “O contributo do teatro para a aproximação dos povos de África”.

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