Cultura

Arte “dourada” egípcia em Luanda

Manuel Albano

A cultura milenar egípcia e universal é apresentada hoje, a partir das 12h00, na residência oficial do embaixador do Egipto em Angola, em Luanda, na mostra “100 faces around the word”, do artista egípcio Chadi Adib Salama.

Artista mostra na capital do país a arte milenar do Egipto
Fotografia: Agostinho Narciso | Edições Novembro

Inserida nas celebrações do 66.º aniversário da Revolução de 23 de Julho de 1952 no Egipto, assinalado ontem, a exposição de Chadi Adib Salama resulta de uma pesquisa generalista sobre as mais variadas culturas dos países que o artista visitou. O projecto “100 faces around the word”, que tem levado o artista a viajar pelo Mundo há cinco anos, explora vários elementos artísticos, criando uma fusão entre a cultura antiga e a contemporânea, disse ontem ao Jornal de Angola o egípcio, que se encontra em Luanda desde quinta-feira.
Chadi Adib Salama trouxe a Luanda 20 obras, com conceitos definidos em representações figurativas e expressivas, como são os casos do valor representativo das máscaras em várias culturas e a mistura da pintura e desenhos. A natureza, a mitologia, a filosofia e a História do Egipto são retratadas na exposição, ilustrando os vários conceitos e abordagens de visões diferentes sobre as diversas culturas mundiais.
Cada cultura, afirmou o artista, representa a história do seu povo, os seus ícones e tradições, razão pela qual utiliza o dourado e prateado nas suas telas, como um símbolo cultural universal. “Objectos dourados são encontrados em quase todas as culturas e na cultura egípcia são associados ao poder dos deuses e representam pureza e a eternidade”, explicou.
Naquele país, instituições privadas e públicas concedem apoio aos artistas. “Temos muitas galerias, onde os artistas podem mostrar o seu talento”, confirmou.
Excelentes relações
As relações bilaterais entre Angola e o Egipto foram consideradas excelentes pelo embaixador daquele país árabe, Khaled Hassen, dada a diversidade de acordos existentes em vários domínios.
Khaled Hassen disse que, no âmbito da parceria com o Executivo, está prevista a participação de dois artistas plásticos angolanos numa mostra na galeria Almed Shawky, em Maio de 2019. A intenção, afirmou o diplomata, é criar uma maior aproximação entre as duas culturas no domínio das artes plásticas. “É  importante que as relações bilaterais sejam mais abrangentes e não fiquem apenas na esfera política e económica”, frisou.
A Revolução Egípcia de 1952 começou a 23 de Julho do mesmo ano com um golpe militar realizado pelo “Movimento dos Oficiais Livres” um grupo de jovens oficiais do Exército.

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