Cultura

Arte e negócio caminham de mãos dadas

Manuel Albano

A arte pode ser uma fonte de negócio muito rentável quando bem explorada e usada com profissionalismo. Essa afirmação foi prestada, ontem, em Luanda, pelo coreógrafo e fundador do projecto Batoto Yetu nos Estados Unidos, o angolano Júlio Leitão.

Coreógrafo Júlio Leite, do grupo de dança Batoto Yetu
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

O coreógrafo, que ontem dissertou sobre “O desenvolvimento do negócio da arte do ‘hobby’ à profissionalização”, na Mediateca de Luanda, está no país para partilhar as suas experiências artísticas de mais de 30 anos na diáspora, com passagens por Portugal e, agora, nos Estados Unidos.
Durante a palestra, o orador, que já trabalhou ao lado de estrelas como Michael Jackson, Whitney Houston e Harold Belafonte, falou das suas experiências como escultor, coreógrafo, inventor, empreendedor e fundador da Associação Batoto Yetu, uma companhia de dança africana, sem fins lucrativos radicada nos Estados Unidos.
Coreógrafo, que pelo seu trabalho com crianças afro-americanas recebeu a Medalha da Paz das Nações Unidas, e os prémios Sun Days, Samuel and May Rudin Community Service e o Children’s Champion, disse que tem aproveitado todo o seu currículo para tornar os projectos em negócios rentáveis e auto-sustentáveis.
Na sua opinião, um artista tem por obrigação ser o mais criativo e inovador possível, de maneira a merecer o reconhecimento da sociedade e o Estado. “A minha vivência na diáspora mostrou-me que o mérito e reconhecimento dos fazedores de artes só aparece quando levamos a arte como um compromisso sério na base do profissionalismo.”
A vinda a Luanda de Júlio Leitão é parte do programa da Embaixada dos Estados Unidos em Angola de fomento do empreendedorismo. Além de Luanda, onde vai igualmente visitar galerias de artes, o coreógrafo e empresário desloca-se à cidade do Lubango na sexta-feira, com o mesmo propósito.

Tempo

Multimédia