Arte impressionista estabelece recorde


7 de Fevereiro, 2015

A Sotheby’s bateu mais um recorde com um leilão, em Londres, de arte impressionista, moderna e surrealista, a fazer 250 milhões de euros, anunciou no seu site a leiloeira, das mais conceituadas do mundo.

As vendas superaram as expectativas, mesmo tendo em conta que entre as obras postas a leilão havia muitas de artistas dos séculos XIX e XX.
O diário “The Guardian” noticiou que o leilão ultrapassou as estimativas da casa em 50 milhões de euros, com cinco obras a baterem recordes de artistas, como Georges Seurat e Kazimir Malevich. “Foi o mais rentável leilão de sempre da Sotheby’s em Londres”, referiu.
Durante o leilão travaram-se despiques intensos entre coleccionadores e galeristas de 35 países, concentrados sobretudo num retrato de Matisse, “Odalisque au Fauteuil Noir”, de 1942, arrematado por 21 milhões de euros, ultrapassando as estimativas mais generosas, ou na pintura “Au Lit: Le Baiser”, de 1892, de Henri de Toulouse-Lautrec, vendida por 14,2 milhões de euros, assim como em cinco obras do célebre impressionista francês Claude Monet.
A Sotheby’s anunciou que foi precisamente um Monet, “Le Grand Canal”, uma vista do Canal Grande executada em 1908, que atingiu o valor mais elevado da noite, 31,4 milhões de euros, tornando-se a mais cara obra de sempre da série que o artista dedicou a Veneza.
Para este resultado contribuiu o facto da pintura, que faz parte de uma colecção privada, ter estado exposta na National Gallery de Londres, sob empréstimo, desde 2006. O museu londrino não foi o único “presente” no leilão. Neste núcleo de cinco obras de Monets, o protagonista das vendas, a leiloeira chegou a um total de 74 milhões de euros, com obras como “Les Peupliers à Giverny” (1887), que passou pelo acervo do Instituto de Arte de Chicago e saiu agora  da colecção do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque para capitalizar o seu fundo de aquisições e rendeu 14 milhões de euros.
“Este resultado é um reflexo da qualidade do material que temos hoje e que fomos capazes de trazer desta vez”, disse Helena Newman, directora do departamento de arte moderna e impressionista da Sotheby’s, ao “The Guardian”.
À qualidade das obras juntaram-se dois importantes factores: algumas nunca tinham passado por um leilão e a presença de grandes figuras do mercado.
O “The Guardian” associou o bom resultado dos apreciadores de Toulouse-Lautrec ao facto de ter sido a primeira vez que a obra foi a leilão e de não ser exposta há mais de 40 anos.
O êxito nas vendas das obras de Malevich foi atribuído pelo jornal atribui ao crescente interesse do mercado internacional pelo artista da vanguarda russa, já que o auto-retrato da Sotheby’s foi vendido por 7,7 milhões, cinco vezes mais do que o valor estimado. “No total é um resultado fantástico e alegra-nos que as pessoas continuem tão entusiásticas em relação às obras”, concluiu a especialista.
No mesmo leilão foram ainda transaccionadas obras de Edgar Degas, Marc Chagal, Fernand Léger, Egon Schiele e Wassily Kandinsky. Não é a primeira vez que um leilão da Sotheby’s do género atinge somas avultadas. A prestigiada leiloeira que, neste segmento do mercado da arte, é líderes há quatro anos consecutivos, conseguiu superar, com a venda, a Christie’s.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA