Cultura

Artes cénicas nacionais juntam os profissionais

As artes cénicas voltam a ganhar vida no palco do Camões - Centro Cultural Português, em Luanda, a partir da próxima semana, dias 14 e 15, com a realização de mais uma edição do projecto “Há teatro no Camões”, que junta vários profissionais do ramo, para analisar o actual estado desta expressão artística.

Actores mostram talento e reúnem-se para falar sobre o actual estado do teatro em Angola
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

Durante os dois dias, actores, encenadores e técnicos de arte cénica vão conversar e debater sobre o que ainda falta fazer em prol do teatro. Entre mesas redondas e espectáculos, o projecto tem, também, a meta de criar uma maior proximidade dos fazedores com o público, através de um diálogo aberto e participativo.
Os encontros, que acontecem no Auditório Pepetela, envolvem também grupos de teatro, dramaturgos e reputadas figuras ligadas as artes cénicas angolanas, cujos contributos influenciaram, directa ou indirectamente, no engrandecimento, valorização e maior divulgação desta expressão artística, no país ou no estrangeiro.
Para o primeiro encontro, no dia 14, está prevista uma mesa-redonda, às 17h00, sobre “A plateia – A maka do teatro”, com a participação de Armando Rosa, Manuel Gonçalves, Pedro Kissanga, Fernando Caculo, Osvaldo Moreira e Inok Caracol. No segundo dia acontece, às 17h00, o outro encontro onde o público vai poder aprender sobre “Os caminhos da profissionalização do teatro angolano na apreciação dos finalistas do CEARTE e ISART”, com Tony Frampénio, Fernando Quissola, Bruno Clemente, Silva Canganjo, Estefania Yundina e José Luamba.
No final de cada debate, por volta das 19h00, é exibido um espectáculo de teatro, como um complemento da formação. Para o primeiro dia, o público pode assistir a exibição da comédia “A plateia – A maka do teatro”, do Twana Twangola, baseado no texto de Fernando Lira, adaptado por Anovaonuel Adi.
A peça retrata, num único acto, os diversos problemas vividos pelos criadores de teatro em Angola, através de uma paródia sobre o comportamento dos espectadores durante as exibições. O espectáculo procura mostrar ainda as mais variadas facetas que caracterizam o público no teatro, bem como os actores no seu dia-a-dia.
No segundo dia está agendado, após o debate, a exibição do drama “Presente, Futuro”, do grupo Colectivo de Artes Santa Isabel, que tem como director artístico Mpinze Conde Pedro e encenação de Mário Polega.
O drama conta a história de Júlia, uma jovem que descobre estar grávida, depois de ter sido violada por Walter, seu namorado há dois meses e ter-se separado deste. A atitude e a melhor escolha para resolver este problema é o que o grupo sugere. A peça é também uma oportunidade para os espectadores reflectirem sobre a problemática do aborto, uma vez que quando Júlia tentou por esta escolha deparou-se, em sonho, com o seu futuro filho com quem teve uma longa conversa.

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