Artes cénicas debatidas em Luanda


15 de Maio, 2015

Fotografia: Dombele Bernardo |

O estado das artes cénicas angolanas é tema do projecto “Há Teatro no Camões”, que se realiza dias 20 e 21, a partir das 17h00, no Auditório Pepetela, Centro Cultural Português, Luanda, que inclui mesas-redondas e apresentação de espectáculos.

O objectivo, refere um comunicado do Instituto Camões, é mostrar a influência que o teatro tem na construção de uma sociedade melhor e na alteração de personalidade, especialmente dos jovens.
No programa participam os grupos Oásis, Pitabel, Miragens e Marcela Garcia Oliveira, assim como actores, encenadores, dramaturgos e figuras ligadas ao teatro angolano.
Além das mesas-redondas subordinadas aos temas “Paradigma do Teatro Angolano” e “A Formação como Base para o Desenvolvimento”, há a apresentação de peças de pequeno formato. 
A formação dos actores e encenadores, diz o comunicado, continua a ser um dos pontos chaves da maioria dos debates devido ao surgimento constante de grupos de teatro em Luanda e ao empenho na qualidade dos espectáculos.
José Mena Abrantes, Victória Soares, Walter Cristovão, Afonso Fernandes, Adérito Rodrigues, Marcelina Ribeiro, Norberto Matanyadi, Osvaldo Oliveira e Marcela Oliveira são os oradores convidados.

Os espectáculos

“SOS Mundo” é o título da peça apresentada pelo Oásis, dirigida por Zulmira Brito, que é exibida no dia 20 às 18h30, no Auditório Pepetela. A peça, dedicada “a todos que acreditam no género humano e trabalham para um mundo melhor”, baseada em factos reais, tem como personagem o Mundo, figura criada de forma perfeita, mas que com os anos é atingida por graves males e doenças.
O objectivo do colectivo, salienta o comunicado, é mostrar a situação actual do Mundo, onde a aculturação e as práticas negativas ganham cada vez mais espaço numa sociedade em transformação. No mesmo dia, o Pitabel apresenta às 19h00 a peça “O Preço do Fato”, com direcção de Adérito Rodrigues, que conta a história de Cristina, 20 anos, natural de Mbanza Congo, que cresceu em Luanda e com o passar do tempo esquece os princípios da sua cultura.
A peça, que explora o conflito entre o tradicional e o moderno, procura responder às consequências deste problema.
No dia seguinte é apresentada às 18h30 a peça “Louco por Mulheres” pelo Miragens Teatro, com encenação de Walter Cristovão, que fala do conflito de interesses entre duas famílias.
O grupo Marcela Garcia Oliveira apresenta meia hora depois o último espectáculo do dia, “Exercício Nº 1”, de autoria de Marcela Garcia Oliveira, sobre Consuelo, jovem que procura controlar o vício de fazer compras sem necessidade.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA